sexta-feira, 18 de julho de 2008

Noite

Eu precisava escrever isso. Mas tenho que ser discreta, a pedidos. A felicidade é tão grande, que vou ter que admitir o quanto é difícil ser discreta agora. Nem fui capaz de escrever nada ontem por inúmeros motivos: falta de tempo, alegria demais, inquietação, cabeça a mil! Já falei que estou muito feliz? Desde o fim de semana não conseguia pensar em outra coisa. Mas eu me sentia mal em pensar que não se repetiria. Mas no fundo eu ainda tinha uma ponta de esperança, mas era bem no fundo mesmo. Eu só queria estar ali, não importa como. Do jeito que pedisse, do jeito que quisesse, eu só precisava estar ao seu lado. Como diria minha querida professora, “nas quarta-feiras tudo acontece”. E não é que ela estava certa? Juro que não esperava nada daquilo, queria apenas mostrar que meu interesse não conseguiria mudar nada. Mas conseguiu. Eu ouvi tudo que precisava, até mais que isso! O frio não foi ruim, foi ótimo. Devido a ele, conseguimos ficar mais próximos ainda. Seu cheiro não sai de mim até agora. A conversa fluía normalmente, sem segundas intenções. Mas minha vontade era tão grande que eu não conseguia esconder. Provoquei, sem medo. Mas parei, por medo. Medo de afetar nossa relação, de destruir aquele momento tão bonito. Tudo estava indo tão bem. A lua cheia, a rua deserta. Parecia filme, um de comédia romântica. Por falar em filme, assisti na mesma tarde um de terror, mas eu só consegui rir. Não sei se foi porque não entendi, ou se era muito absurdo ou então era aquele sorriso bobo mesmo, de quem não consegue pensar em nada além... Dele. Voltando ao meu filme. Teve até trilha sonora. Um sujeito qualquer apareceu e tirou do seu violão uma melodia muito bonita pra gente. Bambeei. Até aí, estava tudo bom. Eu não podia imaginar que pudesse melhorar ainda mais a minha noite. Mudamos de endereço, mas não fomos para muito longe. A intenção era ir embora já, porque estava ficando tarde. Sentamos embaixo de uma arvorezinha qualquer. Sentamos não, deitamos. Ficamos olhando pra lua, como se nada mais existisse naquela hora. Acredite ou não, o único barulho era o de um grilo no fundo. Juro! Era um filme mesmo, né? Por um bom tempo ficamos ali, deitados, iluminados pela lua cheia. Não havia maldade alguma ali. E mais uma vez pude contar com o apoio do frio. Tudo me favorecia naquela noite. Comecei a tremer, de frio, de ansiedade, de satisfação. Era muito bom estar ali. Dividimos a mesma blusa então, ficamos mais próximos ainda. Foi quando, por iniciativa dele, aconteceu. Eu pensei em desviar, mas não consegui. Eu queria, ele mostrou que também queria, então não tinha porque desistir nessa hora. Sem charminhos. O espaço entre nós dois era muito pequeno e isso foi melhor ainda. Tudo virou pó nessa hora e sumiu. Única coisa que continuou intacta foi a lua. Tanto o meu quanto o seu coração estavam disparados, resultado que já previa. Disse as coisas que qualquer mulher gostaria de ouvir em um momento desse. Palavras sinceras, eu acho. Se estava me enganando, gostaria de ser enganada a vida inteira. Falou de amor, que me ama, mas que me vê como amiga. Eu já esperava isso também e não me importo, de verdade. Eu também amo, como amigo, como tudo! Nada do que acontecesse ali poderia atrapalhar nossa vida e não vai. As coisas vão acontecendo por acaso. Disse também que isso era agora, nesse momento. Que um dia talvez, quisesse algo mais. Que não seria covarde e não se aproveitaria da situação, nem fazer nada comigo. Porque me ama. Amizade é mais forte que qualquer coisa. Me entende, eu o entendo e somos felizes assim. Disse ainda que eu poderia muito bem parar tudo naquela hora e fugir, com a idéia de que estava apenas me usando. Mas que não era isso, pelo contrário. Estava ali porque queria muito, porque gostava de estar comigo, gostava de mim, gostava de tudo. E eu, da mesma forma gostava dele. ‘Gostei do seu charme, do seu groove, gostei do jeito como rola com você, gostei do seu papo e do seu perfume, gostei do jeito como eu rolo com você’... Foi tudo muito bom e depois de falar tudo que lhe deu vontade, apenas respondi com um ‘relaxa’ e dei um beijo. Um beijo não, o beijo. Eu ia embora, né? Ainda fiquei muito tempo ali, daquele jeito. E se pudesse, ficaria o resto da minha vida, curtindo aquele momento que eu sei que não vai se repetir jamais. Foi a noite! Me senti importante em sua vida, pelo que aconteceu, pelos segredos que me contou, por me colocar agora em sua vida. Não quero nunca perder isso, nunca vou me esquecer dessa noite, nunca. Eu pensava que era feliz, que tinha de tudo pra ser feliz. Mas descobri que ainda tenho muito pra aprender. Quero aprender com você, quero ser feliz com você. É, eu te amo.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Semana

Droga. A semana começa bem na segunda-feira, tudo quase perfeito. A terça já piora com uma leve discussão, mas nada que eu não possa superar. Quarta-feira, tensão total, minha mãe operando e eu aqui, a alguns quilômetros de distância esperando notícias. Tive palestra na escola e decidi minha profissão: bombeiro feminino. Vou praticar meu lado Alzira, descendo pelo cano. Alegria de pobre dura pouco (imaginação também). Não tenho altura suficiente para me unir aos demais. A quarta-feira tinha de tudo pra ser legal e foi, menos do que eu esperava, mas tudo bem. Estava com uma certa vergonha e receio de descobrirem minhas intenções e sem querer descobriram. Vergonha, vergonha, vergonha. Vergonha 263517 vezes! Pra piorar um pouco mais a situação, claro, encontro com a última pessoa que eu gostaria de ver naquele momento. Droga ao quadrado. Era pra ser meia hora de conversa interessante, assuntos mais interessantes ainda. Mas não, isso não foi possível nem por 5 minutos. Tudo e todos invadiram aquele momento e desviaram o olhar e otras cositas mas. A recompensa do dia foi a imagem em papel que pude guardar comigo pra imaginar o que poderia ter acontecido. A tarde de quarta foi legal, divertida. Fotos, fotos, fotos. Criatividade 521461 vezes! A noite já não foi tão boa assim. Droga ao cubo. O desafio foi lançado e não sei como lidar com isso. Não defino como fraqueza, impotência ou algo do tipo. Mas não gosto nem um pouco de disputa. Ou melhor, eu odeio. E assim acabou minha noite, minha quarta. Minha quinta foi normal, nada de extraordinário aconteceu e foi talvez o melhor dia da semana. Hoje, sexta, o última dia útil vai virar o dia mais inútil. Pretendo sair, mas estou com um leve pressentimento de que não vai dar certo. Será porque, né? Nessa falta de sorte que estou, tenho medo de pisar fora de casa. Mas enfim, escrevi isso só pra ter um texto aqui mesmo. Fim de semana ta aí, aproveitem por mim.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Regresso

Depois de um bom tempo sem escrever nada aqui, pretendo voltar à ativa. A vontade de me expressar, a satisfação em fazer isso está voltando aos poucos. O sorriso já aparece no meu rosto seco, o coração já dispara com coisas pequenas. Voltei a ser quem eu era: a eterna boba apaixonada. Me perdoem as besteiras que fiz durante esse curto intervalo de tempo, mas que valeram para uma vida inteira. Exagero da minha parte, mas errei muito em certas atitudes. O que aprendi com isso tudo foi a ser mais dura, insensível, coisa que não combina comigo, definitivamente. O que era pra marcar como uma demonstração de carinho, algo que possa ser chamado de amor pra mim não passa de diversão. Há um tempo atrás, um simples olhar diferente significava tudo pra mim. Hoje não é quase nada. Eu não sou assim e não posso ser assim. Eu mudei muito rápido, não vejo as coisas como antes, as pessoas já não são as mesmas e eu só bato a cabeça contra a parede. Quatro paredes... É sinônimo de sigilo, não é? Nem sempre. Voltando ao assunto anterior. Toda essa mudança seria necessária, mas não esperava que fosse em ritmo tão acelerado assim! Meu Deus, tudo aconteceu tão rápido, minha vida virou de pernas pro ar, está plantando bananeira. Tenho medo. Não, eu não tenho. Se tivesse, não ousaria nem a pensar em fazer tudo que fiz nessas últimas semanas. O ócio também reinou no meu quarto. Minha rotina dentro de casa (o que tem sido raro) é da cama pra cozinha. Estico o fio, passo horas em frente minha tela 15’’, fazendo seiláoquê, sempre encontro algo. Desde pesquisas para amigos até jogar o clássico pacman. Até sonhei com o bichinho comendo minhas coisas. Não faria diferença. Poderia comer também como bônus meus pensamentos. Coisas idiotas, besteiras e malícia. Droga! Quero voltar a ser quem eu era.