sexta-feira, 18 de julho de 2008
Noite
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Semana
Droga. A semana começa bem na segunda-feira, tudo quase perfeito. A terça já piora com uma leve discussão, mas nada que eu não possa superar. Quarta-feira, tensão total, minha mãe operando e eu aqui, a alguns quilômetros de distância esperando notícias. Tive palestra na escola e decidi minha profissão: bombeiro feminino. Vou praticar meu lado Alzira, descendo pelo cano. Alegria de pobre dura pouco (imaginação também). Não tenho altura suficiente para me unir aos demais. A quarta-feira tinha de tudo pra ser legal e foi, menos do que eu esperava, mas tudo bem. Estava com uma certa vergonha e receio de descobrirem minhas intenções e sem querer descobriram. Vergonha, vergonha, vergonha. Vergonha 263517 vezes! Pra piorar um pouco mais a situação, claro, encontro com a última pessoa que eu gostaria de ver naquele momento. Droga ao quadrado. Era pra ser meia hora de conversa interessante, assuntos mais interessantes ainda. Mas não, isso não foi possível nem por 5 minutos. Tudo e todos invadiram aquele momento e desviaram o olhar e otras cositas mas. A recompensa do dia foi a imagem em papel que pude guardar comigo pra imaginar o que poderia ter acontecido. A tarde de quarta foi legal, divertida. Fotos, fotos, fotos. Criatividade 521461 vezes! A noite já não foi tão boa assim. Droga ao cubo. O desafio foi lançado e não sei como lidar com isso. Não defino como fraqueza, impotência ou algo do tipo. Mas não gosto nem um pouco de disputa. Ou melhor, eu odeio. E assim acabou minha noite, minha quarta. Minha quinta foi normal, nada de extraordinário aconteceu e foi talvez o melhor dia da semana. Hoje, sexta, o última dia útil vai virar o dia mais inútil. Pretendo sair, mas estou com um leve pressentimento de que não vai dar certo. Será porque, né? Nessa falta de sorte que estou, tenho medo de pisar fora de casa. Mas enfim, escrevi isso só pra ter um texto aqui mesmo. Fim de semana ta aí, aproveitem por mim.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Regresso
Depois de um bom tempo sem escrever nada aqui, pretendo voltar à ativa. A vontade de me expressar, a satisfação em fazer isso está voltando aos poucos. O sorriso já aparece no meu rosto seco, o coração já dispara com coisas pequenas. Voltei a ser quem eu era: a eterna boba apaixonada. Me perdoem as besteiras que fiz durante esse curto intervalo de tempo, mas que valeram para uma vida inteira. Exagero da minha parte, mas errei muito em certas atitudes. O que aprendi com isso tudo foi a ser mais dura, insensível, coisa que não combina comigo, definitivamente. O que era pra marcar como uma demonstração de carinho, algo que possa ser chamado de amor pra mim não passa de diversão. Há um tempo atrás, um simples olhar diferente significava tudo pra mim. Hoje não é quase nada. Eu não sou assim e não posso ser assim. Eu mudei muito rápido, não vejo as coisas como antes, as pessoas já não são as mesmas e eu só bato a cabeça contra a parede. Quatro paredes... É sinônimo de sigilo, não é? Nem sempre. Voltando ao assunto anterior. Toda essa mudança seria necessária, mas não esperava que fosse em ritmo tão acelerado assim! Meu Deus, tudo aconteceu tão rápido, minha vida virou de pernas pro ar, está plantando bananeira. Tenho medo. Não, eu não tenho. Se tivesse, não ousaria nem a pensar em fazer tudo que fiz nessas últimas semanas. O ócio também reinou no meu quarto. Minha rotina dentro de casa (o que tem sido raro) é da cama pra cozinha. Estico o fio, passo horas em frente minha tela 15’’, fazendo seiláoquê, sempre encontro algo. Desde pesquisas para amigos até jogar o clássico pacman. Até sonhei com o bichinho comendo minhas coisas. Não faria diferença. Poderia comer também como bônus meus pensamentos. Coisas idiotas, besteiras e malícia. Droga! Quero voltar a ser quem eu era.