domingo, 31 de agosto de 2008

Em off

Mais de 12 horas de sono, mais uma fuga da saudade. O frio era tão intenso que nem fiz nenhum movimento durante esse tempo. Nunca dormi tanto igual dormi dessa vez. 7 da noite e eu já estava em sono profundo, 10 da manhã foi quando resolvi acordar e tentar levantar para o café. a energia acabou, foi uma coisa que me ajudou muito. O escuro não me fez pensar demais, como sempre foi sua função. Dessa vez foi diferente, só imaginei como seria estar ali acompanhada. Aí saudade aumentou, não consegui me segurar. Liguei meu notebook, que ainda tinha um restinho de bateria, coloquei músicas agitadas, que não me fariam chorar por nada nesse mundo. Funcionou. Foi aí que o sono bateu e eu apaguei. Não pensei em mais nada além do cobertor que usaram para me cobrir. Tava gelado e não esquentou nem com o calor do meu corpo. Muito estranho, isso nunca acontece, só com o meu pé. No mais, foi uma noite tranquila (até demais!) e consegui descansar bastante. Meu corpo agora tá doendo de tanto frio e ainda tenho que ouvir o que não quero. [drama]Não faço diferença alguma![/drama] Pronto, parei. Sensibilidade aqui tá grande, difícil. Um bom domingo pra todos nós. Hoje é dia da família.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Amor e tosse

Ontem não tive cabeça para escrever algo bom, mas não poderia deixar assim não, ainda mais depois do que li. Palavras sinceras, penso eu. Reconheço o quanto é difícil expressar sentimentos daquela forma, mas faço de suas palavras as minhas: papel aceita tudo, mas o coração não. Nada mais é que um papel, a lembrança concreta. Palavras não só sinceras, mas muito bem empregadas. Espero ter alcançado meu objetivo ao dizer, ao escrever e demonstrar tudo que sinto. Nunca fui de me abrir diretamente assim, mas essa foi inclusive uma das minhas muitas mudanças nesse mês. Um mês intenso, muito intenso. Passou rápido por ter sido bom, por ter acontecido tantas coisas assim. Você despertou em mim interesses que jamais pensei em ter, me ensinou tudo que eu me recusei a aprender antes, abriu meus olhos para coisas que eu tentava não enxergar, me fez crescer e me tornar uma pessoa melhor, não só pros outros, mas comigo mesma. Avanço na minha vida! Grande avanço. Por estar ao meu lado nesse tempo, por me ouvir e dizer tudo que preciso escutar, por me entender quando ninguém quer sequer tentar, por me abraçar exatamente quando eu quero, por ser você, eu quero te dizer pela 835729ª vez que eu te amo de verdade. Sem egoísmo, sem possessão, sem medo algum. Amor et tussis non celantur. Isso é mais certo que qualquer cálculo de física elétrica. Nunca vou esquecer de detalhe nenhum do que passamos até agora. E espero que ainda passemos muito tempo juntos porque dentre meus planos de futuro, você faz parte de muitos. Crise nenhuma abala o que sinto por você, afinal são apenas crises. Te amo!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sobre mim II

Há um tempo atrás, eu postei um texto falando de mim. Hoje resolvi, por acaso ler tudo novamente, é bem grande, mas eu animei. Isso tem nome: ócio. Muita coisa lá mudou, muita mesmo e por isso resolvi atualizar a minha ficha aqui. Uma das primeiras coisas que defini lá, foi o quanto sou ciumenta. Agora não corro tanto risco de virar possessão ou egoísmo, aprendi a conviver com outras pessoas. Mas uma nova observação: eu não consigo conviver com muita mulher, pude confirmar isso recentemente. Falei também da minha vaidade, coisa que melhorei muito também. Tá, eu não faço unha sempre, mas um blush sempre cai bem para realçar minhas covinhas. Essa é uma coisa que sempre tive muita vergonha, mas todo mundo gosta, então resolvi não tentar esconder. Meu cabelo ainda cai muito e já passou por muitas tonalidades além do preto de lá pra cá. Até hoje não descobriram meu ponto fraco, mas já perceberam que não é o cabelo. Estou mais tímida que antes, tímida não, recatada. Passei por uma fase de timidez nula com seja lá quem fosse. Minha vida mudou muito depois dessa fase, influência boa de alguns amigos. Eu afirmei também que até então tinha uma única amiga de verdade. Mentira, não tenho mais, precipitei ao dizer isso. Eu tenho muitos amigos, isso não posso reclamar porque não está faltando na minha vida. Mas ainda é muito cedo pra julgar os que serão pra vida toda. A família vai bem, família ê, família á, família! Tudo a mesma coisa e mais alguns que entraram por opção pra família foram aceitos rápido e o mais importante: de braços abertos. Isso é bom, muito bom. Agora vem o mais absurdo de tudo. Eu disse nessas mesmas palavras: “não sou do tipo que freqüenta festas todo fim de semana, que se enturma fácil, que conversa com todo mundo. Mas tento ser simpática, mesmo com esse meu perfil um pouco anti-social.” Tem que rir, né? Quer me encontrar no fim de semana? Avisa antes, porque não fico em casa. Eu não me enturmo fácil? Meu Deus, entrei pra galera, pra uma das melhores turmas que conheci depois de um único dia! Eu ainda falei que não conversava com todo mundo. Que medo de ficar assim (de novo). Até me chamam de anjo da guarda, de tanto que eu converso com a galera, escuto de tudo! Posso ser também a caixa de Pandora, que tal? Minha risada ainda é escandalosa, mas não rio quando sei que não devo. Levo a vida um pouco mais a sério. Ainda tenho meus muitos amores, já defini os três tipos, como prometi e estou bem. Meu coração ainda bate como um caroço de abacate. A felicidade pra mim agora depende de mim mesma. Me preocupo com os outros, mas não tanto quanto antes. Depois de quebrar a cara tantas vezes, tive que amadurecer e pensar um pouco mais em mim, certo? Ainda sou sincera demais, mas me controlo pra não falar besteira na hora errada, de cabeça quente. Até escondo certas coisas por medo de dizer o que não devo. Eu não falo, mas eu tenho feito tanta besteira! Mas tomei consciência disso (tomaram pra mim, me alertaram) e estou mudando na velocidade 5. Sei que isso sim vai ser bom pra mim e pra felicidade geral da nação! Não gosto de ler mais, leio bem menos, bem menos mesmo. Tenho lido muitos blogs e a maioria deles com temas não muito construtivos, se é que me entende. Parei de colecionar coisas bizarras e dar nomes a seres inanimados. O Caic ainda está vivo e fico feliz por isso! Continuo no mesmo ritmo com os Faichecleres e Hellogoodbye, mas de uns tempos pra cá, me empolguei (até demais) com o rebolation. Só isso mesmo pra me ligar por mais de 24 horas. Até a data que escrevi aquilo, eu não gostava de filme, mas expliquei no texto anterior que agora tenho um motivo a mais para querer assisti-los. Tento entender como é possível uma pessoa mudar tanto em tão pouco tempo. Mesmo sem pedir nada, um cara consegue mudar toda sua rotina, seu comportamento. Chamam isso de amor. Não quero falar muito disso agora, talvez em um outro post aqui. Ainda admiro a lua e geralmente é nesses momentos de contemplação que tenho as mais curiosas idéias. Um turbilhão delas! A lua cheia sempre foi única, a mais bonita, mas agora dou uma atenção maior para a crescente. Lembro toda vez do sorriso do gato da Alice. Quem nunca assistiu ao filme de Alice no país das Maravilhas? Em determinado momento, o sorriso do gato em cima da árvore vira a lua, ou contrário, não tenho certeza. O assunto mais chato: escola. Estou menos ligada ainda, mas consigo obter bons resultados. Meu raciocínio está mais lento e esqueço das coisas muito rápido. As disciplinas que gosto e não gosto ainda são as mesmas, mas inglês realmente ficou pra história. A única língua extra que quero aprender é o latim, me apaixonei por ela. Arquitetura ainda está nos meus planos pro futuro. Mas hoje mesmo disse pra alguém (não lembro quem) que ainda é cedo pra decidir, só é preciso pensar. Pra finalizar, quero lembrar que todas as mudanças me fizeram muito bem e devo muito a alguém em especial, que mesmo em pouco tempo, conseguiu virar tudo de pernas pro ar. Obrigada a todo mundo! Eu respirava e andava, agora eu vivo. Será que alguém chegou até aqui? Duvido.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

10 000 a.C.

Esse é o nome do filme que embalou a noite. Nada fez sentido, nada mesmo. Nem o filme, nem os comentários, nem as mãos frias que se entrelaçavam. Mão fria, coração quente. O meu estava – e como! O filme era muito sem graça, pra mim, ou então a companhia era que concentrava toda graça e plenitude do momento. Não entendi bulhufas e ri o tempo inteiro. Exagero, imortalidade, crenças bobas, foi divertido. Ainda mais o final previsto. “Agora vai nascer um pé de couve ali!” Nunca ri tanto. Acho que se fosse comentário de outra pessoa, eu zombaria bastante, mas como foi dele... Ai, fazer o que, né? Poderia ter sido melhor, com ajuda de uma iluminação mais fraca ou um edredom para conservar o calor dos corpos. Coxa a coxa, carinho nos abraços, aperto de mão nos momentos em que aparecia sangue. Engraçado como as coisas são: nunca gostei muito de filme. De uns tempos pra cá, despertou em mim um interesse tão grande. Pra tudo, temos explicação. Tudo começou com um filme – que ninguém viu, mas tudo bem. Filmes serão sempre bem-vindos nesse sonho que, segundo ele, ainda não acabou. Tudo muito bom, tudo muito lindo. Capacidade incrível de chamar minha atenção! Nem sei como explicar. Eu te amo, não tem como esconder nem negar.