terça-feira, 5 de agosto de 2008

10 000 a.C.

Esse é o nome do filme que embalou a noite. Nada fez sentido, nada mesmo. Nem o filme, nem os comentários, nem as mãos frias que se entrelaçavam. Mão fria, coração quente. O meu estava – e como! O filme era muito sem graça, pra mim, ou então a companhia era que concentrava toda graça e plenitude do momento. Não entendi bulhufas e ri o tempo inteiro. Exagero, imortalidade, crenças bobas, foi divertido. Ainda mais o final previsto. “Agora vai nascer um pé de couve ali!” Nunca ri tanto. Acho que se fosse comentário de outra pessoa, eu zombaria bastante, mas como foi dele... Ai, fazer o que, né? Poderia ter sido melhor, com ajuda de uma iluminação mais fraca ou um edredom para conservar o calor dos corpos. Coxa a coxa, carinho nos abraços, aperto de mão nos momentos em que aparecia sangue. Engraçado como as coisas são: nunca gostei muito de filme. De uns tempos pra cá, despertou em mim um interesse tão grande. Pra tudo, temos explicação. Tudo começou com um filme – que ninguém viu, mas tudo bem. Filmes serão sempre bem-vindos nesse sonho que, segundo ele, ainda não acabou. Tudo muito bom, tudo muito lindo. Capacidade incrível de chamar minha atenção! Nem sei como explicar. Eu te amo, não tem como esconder nem negar.