sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abacate

Eu sou um abacate. Meu Deus, alguém consegue me explicar de onde tirei isso? E não é que a comparação deu certo? Lucas, muito obrigada por prestar atenção e tentar entender. No final das contas, você conseguiu, mesmo sem eu concluir perfeitamente. Isso é pra poucos. Quando eu estiver com mais paciência pra escrever, acrescento aqui a explicação. Um pouco confusa, mas é exata! Um abacate...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Pesadelo

Três. É o número de pessoas envolvidas por completo no conflito, o número de dias que não consigo pregar os olhos, o número de vezes que tenho acordado em cada madrugada. O problema não é insônia, não é barulho, não é sono leve. São os pesadelos que me atormentam repetidas vezes. É como se alguém quisesse me mostrar algo além do que consigo ver quando estou acordada. Preciso descansar, mas não consigo, nem mesmo desviando meus pensamentos para coisas boas. Não adianta! A cena não sai da minha cabeça. Tenho medo de que isso seja mais do que fantasia... A insegurança então me abraça, junto com o cobertor, sensação desagradável. Quero não pensar nisso. O escuro só piora a situação. A lua é cheia, talvez isso possa me ajudar. Observo o céu, mas certas lembranças vem à tona. Ela está em tudo que eu vejo! Alguém pode me ajudar? Maldita imagem que não me deixa em paz. Faço um esforço e consigo lembrar dos bons momentos que passei com as personagens dessa história. Conforto... O travesseiro agora parece mais macio, já não preciso do cobertor e a lua ilumina meu quarto. Enfim, consegui dormir um pouco, mesmo com a certeza de que os dez minutos de sonhos ainda se repetirão. Inevitável...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cama, doce cama

O fim de semana foi ótimo, mas esse feriado está absolutamente desgastante. Desde seis da manhã acordada, mas nem consegui levantar. O tédio e a preguiça tomaram conta de mim. Tá, confesso que a saudade também domina. Ainda acham que é drama, mas pressão oito por seis é normal? Não, eu não estou bem. Sem fome, sem sede, sem a mínima vontade de levantar da cama. Pronto, vou parar por aqui, tomar um chá e acordar só amanhã - meu sonho. Hasta la vista!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Amanda

Amanda amada, amada Amanda. Sinceramente, acho difícil escrever algo á sua altura. É impossível colocar aqui tudo o que eu sinto por ela, o que eu penso. É tão imenso, e ninguém seria capaz de me entender. Eu me sinto completa, me sinto à vontade, me sinto uma pessoa extremamente feliz, quiçá a mais feliz, com ela. Por ela eu seria capaz de enfrentar o mundo, de subir o Everest, de nadar no Mar Morto, eu pularia do World Trade Center se ainda estivesse lá. Toda coragem, todo pudor, tudo que eu tenho de bom é graças a ela, que me mudou. Sem ela, não conheceria o lado bom de viver, aliás, nem sei se eu ainda viveria. É ela, e só ela, que consegue com um olhar me entender. O seu silêncio basta pra mim, às vezes até melhor que qualquer conselho. Ela sabe exatamente o que eu preciso e o mais importante: sabe me dar na hora certa. Se alegria estivesse à venda, não importa o preço, eu me virava pra comprar tudo pra ela! É perfeita, nunca vi coração mais puro. Mesmo não demonstrando toda hora seus medos e planos, qualquer um sabe o que está se passando na sua cabeça. Ou não... Certas vezes me preocupo, ou melhor, sinto uma enorme curiosidade de saber o que é que ela esconde. Isso é fato: ela não oferece tudo aquilo que pode dar. O que mais tem atrás daquele sorriso constante, daqueles olhos pequenos? Seus traços são marcantes, sua imagem permanece na cabeça de qualquer pessoa por algum tempo. Mas, de novo a dúvida: ela tem mesmo mais coisa boa pra expor? Seria exagero, ela não precisa de mais nada pra se tornar especial e inesquecível. Ela é notável, é expressiva e eu, tive o privilégio de conhecer bem. Não tão bem quanto gostaria, mas o suficiente pra dizer aqui agora o quanto ela significa pra mim. É a minha eterna amiga, uma das únicas que enche a mão dos amigos de verdade. Amanda!

Coisa de momento

Completamente sem reação, foi assim que eu fiquei naquela hora. Por mais que eu já desconfiasse, ainda não estava emocionalmente preparada para ouvir aquilo. Estava fácil de notar, muito próximo do óbvio, quase tão exato quanto a matemática. Mas eu preferi acreditar na minha verdade, que nem eu mesma sei ao certo qual é. Um frio, um sopro de desilusão circulou meu corpo todo em uma fração de segundo. Até tentei me libertar com lágrimas, mas não consegui. Há um bom tempo, minto pra mim mesma que sou forte. Não sou o que aparento ser, não mesmo. Desde que me entendo por gente, carrego um princípio, quase uma lei: coloque a felicidade dos outros à frente da sua. Minha satisfação pessoal se resume em ver quem eu gosto feliz, nem um pouco de individualismo. Mas agora era impossível, uma pena. Nunca fui tão feliz em toda minha vida. O que eu poderia fazer era dividir, compartilhar minha alegria, mas jamais abrir mão dela. Conforme foi pedido, ignorei a situação. Ignorar, não significa que eu esqueci. Apenas vou cumprir o que prometi: nada vai mudar. Ou melhor, vai mudar sim! A relação que estava pesada, agora criou asas e está leve, bem mais que antes. O que nos distanciava agora só me aproxima mais e mais dela. Obrigada, por confiar em mim e retribuir toda sinceridade que eu te dei esse tempo todo. Só porque tenho por ela um apreço imenso...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um anjo

A noite estava fria, mas eu me despia do cobertor, pois um calor inexplicável me consumia. Um turbilhão de idéias rondavam meu quarto, me perturbando e certas vezes, me assustando também. Eu só queria dormir um pouco. Por alguns segundos, tudo se calou e eu tive uma visão: um anjo, sem dúvidas. Não era a imagem típica que uma criança tem, ele fugia dos padrões de beleza celestial. Acreditava, mesmo assim, que aquilo era um anjo. Não tinha aquela pele rosada muito menos cachos dourados que vendavais não deformam. Seus olhos, que também não eram claros, fitavam os meus. O sorriso... Esse sim era divino! Mas tinha uma malicia por de trás dele e, não sei se era esse o objetivo, mas conseguia me seduzir devagar. Eu não me continha e não me concentrava em outra coisa que não fosse seus olhos. Agora se assemelhavam aos de Capitu: “olhos de cigana, oblíqua e dissimulada”. Engano meu, não era um anjo. Era apenas alguém que eu desejava com tanta vontade que era capaz de trazê-lo pra perto de mim só com pensamentos. Minha satisfação, só em vê-lo era enorme! E quando eu podia tê-lo... Seu toque era meu conforto e me dava muita segurança. Tanta segurança que eu seria capaz de me arriscar em qualquer coisa, com ele. E de repente, não mais que de repente, a imagem sumiu, se desfez. Acordei um pouco confusa, mas ainda tenho os detalhes em mente. Quem dera pudesse controlar meus sonhos...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Teoria do abismo

O que fazer quando se encontra bem próxima de um, prestes a cair? Podemos voltar, sem movimentos bruscos, com passos regressivos. Neste caso, o mais provável seria refazer o caminho, mas a probabilidade de chegar novamente à beira do abismo existe. Então, por que não se jogar de uma vez já que o retorno para o início do trajeto é tão difícil? É a falta de coragem, porque sabemos o que vai acontecer. Mas, no mundo acontecem coisas estranhas, que parecem óbvias para poucas pessoas que conseguem enxergar de uma outra forma. Você pode sim se jogar e não cair. Não, minha intenção não é contrariar as leis da física e brigar com a força da gravidade – ainda. Diante dessa situação, não é muito difícil acreditar que discretamente, há alguém nos observando, mesmo sem dar palpites e soluções para a tal decisão que me levou a escrever isso. Esse alguém é o que chamam de amigo. Com toda certeza, eu sei que ele impediria minha queda, faria o possível e o impossível porque mesmo sem gritar por socorro, ele sabe quando e o quanto eu preciso de ajuda naquele momento. Todas as dúvidas anteriores então desaparecem e o desejo de se refazer o caminho pode se concretizar; dessa vez com passos a diante e vendo tudo que acontece. Se a pessoa já era especial, agora se torna mais ainda, pois mostraria que as coisas poderiam ser diferentes desde o início e que nunca houve culpado no erro. Aos amigos do abismo, um muito obrigada. Aos demais, interpretem como quiser. Isso é filosofia!