terça-feira, 15 de abril de 2008

Teoria do abismo

O que fazer quando se encontra bem próxima de um, prestes a cair? Podemos voltar, sem movimentos bruscos, com passos regressivos. Neste caso, o mais provável seria refazer o caminho, mas a probabilidade de chegar novamente à beira do abismo existe. Então, por que não se jogar de uma vez já que o retorno para o início do trajeto é tão difícil? É a falta de coragem, porque sabemos o que vai acontecer. Mas, no mundo acontecem coisas estranhas, que parecem óbvias para poucas pessoas que conseguem enxergar de uma outra forma. Você pode sim se jogar e não cair. Não, minha intenção não é contrariar as leis da física e brigar com a força da gravidade – ainda. Diante dessa situação, não é muito difícil acreditar que discretamente, há alguém nos observando, mesmo sem dar palpites e soluções para a tal decisão que me levou a escrever isso. Esse alguém é o que chamam de amigo. Com toda certeza, eu sei que ele impediria minha queda, faria o possível e o impossível porque mesmo sem gritar por socorro, ele sabe quando e o quanto eu preciso de ajuda naquele momento. Todas as dúvidas anteriores então desaparecem e o desejo de se refazer o caminho pode se concretizar; dessa vez com passos a diante e vendo tudo que acontece. Se a pessoa já era especial, agora se torna mais ainda, pois mostraria que as coisas poderiam ser diferentes desde o início e que nunca houve culpado no erro. Aos amigos do abismo, um muito obrigada. Aos demais, interpretem como quiser. Isso é filosofia!

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