quinta-feira, 29 de maio de 2008
Quarta-feira
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Minha culpa
Por que tudo isso de uma só vez? Talvez sirva de lição. Lição? Lição de quê? Não faço a mínima idéia do que estou falando aqui. Esse talvez seja o mês mais agitado da minha vida, nunca tive tanta história pra contar, sabe? Isso é bom (ou não?). Vamos analisar os fatos: pessoas apareceram e sumiram – isso não é legal, não mesmo. Por que tudo foi tão rápido assim? A culpa deve ser minha, só pode ser minha porque sempre é minha, única e exclusivamente minha. Minha! Se isso não fosse mais um texto escrito, provavelmente minha voz seria estridente agora. Voltando ao pronome possessivo, minha consciência, minha cabeça e meu orgulho não me permitem muitas vezes com que as pessoas certas permaneçam por muito tempo em minha vida. Pensando por um outro lado, valeria mesmo a pena continuar valorizando tanto como eu valorizei? Agora isso não tem a mínima importância. Aquele clichê se encaixa perfeitamente: “foi bom enquanto durou”. Admiro muito (invejo até) a capacidade que têm de mostrar somente o lado bom, somente qualidades e esconder tão bem todos os defeitos. Cega fui eu (talvez de amor, talvez por preocupar comigo e só) de não conseguir ver além disso tudo. Enfim, outros fatos devem ser analisados. Lá vem a síndrome de culpa: seria minha culpa perder aos poucos alguém por quem eu daria minha vida? Poupo as descrições sobre ela. É sem querer, mas as ocasiões fazem com que isso seja o correto. Por que eu temo tanto a reação de alguém que sequer olha no meu olho (por medo, talvez)? Aliás, acho que o medo maior vem dessa segunda pessoa, medo de perder a primeira que apenas faz bem enquanto tá perto. Ninguém vai entender isso direito, só ELA mesma. E nesta terça-feira (in)felizmente consegui falar isso tudo diretamente, sem sinais, sem olhares, mas com toda sinceridade essencial nessa hora. Foi melhor, pra todos nós, tenho (quase) certeza disso. Enfim, esse é apenas mais um caso complicado. E de casos complicados eu entendo... Tudo poderia ser tão mais simples, né? Mas se a vida fosse simples, não teria graça. Graça. Usei bastante essa palavra em uma conversa sobre aquela minha paixão perdida, aquele caso mal resolvido. Chego a ficar com dúvidas: será mesmo que gosto de verdade? Ou será que apenas relembro (com muita saudade, por sinal) em momentos difíceis, de extrema carência, quando preciso de alguém? Ou será então que simplesmente é um caso cheio de graça por ser tão complicado? Aposto na terceira hipótese. Se tudo se resolvesse agora, perderia toda a graça. Tá aí! Não tenho pressa para que nada se resolva. Ou tenho... Se isso for mais um dos meus enganos, tudo que mais quero é que se acabe logo – rápido! Reli todo esse texto agora e conclui que não estou falando coisa com coisa. Devo estar ficando louca , mas falei uma pequena parcela do que precisava. Acredite, tem muito mais! Mas já me sinto mais leve e isso sim, é bom. É a minha, única e exclusivamente minha saída! Sem culpas nem desculpas...
domingo, 25 de maio de 2008
Exposição
Não faço idéia de quando isso começou, muito menos o por quê. Já procurei explicações comigo mesma, mas deve estar bem escondida. Minhas noites mal dormidas não me levam a lugar algum, não encontro solução para as inúmeras reclamações que tenho ouvido. Mudanças? Em que sentido? Humor é algo que muda constantemente e já repeti tantas vezes... Eu não sou aquilo que tento parecer. Essa minha aparência triste, calada, com falta de interesse não é bem isso. Só estou revendo alguns dos meus conceitos e mudei meu jeito. Mas não era nada pessoal, era unanimidade. Continuo sendo a mesma pessoa, mas certas atitudes mudaram com todo mundo, não com uma ou outra pessoa. Escrever pode ser algo perigoso, ainda mais quando se tem um destino certo. Pode ser que quando a pessoa leia, o que foi escrito não seja mais aquilo que queria dizer. Dá pra me entender, né? “Não vou”... Percebi que estava chateando por estar (com motivos) fora da programação do meu fim de semana. Tentando consertar meu erro, queria simplesmente fazer um programa legal, coisa que não fazíamos há um certo tempo. Enfim, foi essa resposta negativa que ouvi, uma rejeição que eu realmente não esperava. Mexeu comigo, não vou mentir – nem insistir. Pode ser que alguém, quando ler isso, considere muita exposição sobre minha vida. Mas acredite ou não, eu não sou única. Por falar nisso, outro fato que me maguou (talvez isso até sirva para revidar) foi as observações em negrito, itálico, enfim, formatação diferente no final de um texto. Indiretas são legais, concordo. Mas só me agradam quando você já até desconfia e envolvem críticas construtivas. De certa forma entendi que eram indiretas pra mim e ficaria muito mais aliviada se me dissessem o contrário. “Posso contar nos dedos”. Tudo bem que essa é uma frase que eu carrego sempre comigo e acho mesmo que amigos de verdade podemos contar nos dedos. Mas depois de ler aquelas linhas que falavam de falsidade, confiança e amizade (coisa que ainda acho que era pra me atingir), fica difícil compreender. Fiz tudo que pude para ser ‘ a ‘ amiga e quero muito que reconheça isso, mesmo que não me considere mais sua aliada (é essa a definição de amigo em um dicionário). Foi com essa companheira que dei risadas espontâneas e escandalosas, que fiz os piores comentários sobre tudo, que compartilhei meus maiores segredos, minha vida. Foi por ela que sacrifiquei minha felicidade e fiquei bem rápido para não afetar nossa relação. Dá pra me acompanhar? Tudo que eu mais queria agora (e estava realmente disposta) era substituir cada expressão triste por um sorriso largo (tanto meu quanto dela). Por mais distante que eu pareça estar, é do seu lado que eu estou o tempo todo, é em você que eu penso toda hora. Reconheço que é típico do ser humano lembrar só de erros, vacilos numa hora dessas. Um favor só! Pense em tudo, tire lá do fundo tudo de bom que fiz por você e pra você. Mesmo você não acreditando, mesmo eu não demonstrando quando se faz necessário, quero te lembrar que se tem algo que com tudo isso, se tem algo que não mudou é o meu amor por você. Com toda minha seriedade e sinceridade, eu te amo! Não me canso de repetir, mesmo você não entendo isso. Eu te amo!