Por que tudo isso de uma só vez? Talvez sirva de lição. Lição? Lição de quê? Não faço a mínima idéia do que estou falando aqui. Esse talvez seja o mês mais agitado da minha vida, nunca tive tanta história pra contar, sabe? Isso é bom (ou não?). Vamos analisar os fatos: pessoas apareceram e sumiram – isso não é legal, não mesmo. Por que tudo foi tão rápido assim? A culpa deve ser minha, só pode ser minha porque sempre é minha, única e exclusivamente minha. Minha! Se isso não fosse mais um texto escrito, provavelmente minha voz seria estridente agora. Voltando ao pronome possessivo, minha consciência, minha cabeça e meu orgulho não me permitem muitas vezes com que as pessoas certas permaneçam por muito tempo em minha vida. Pensando por um outro lado, valeria mesmo a pena continuar valorizando tanto como eu valorizei? Agora isso não tem a mínima importância. Aquele clichê se encaixa perfeitamente: “foi bom enquanto durou”. Admiro muito (invejo até) a capacidade que têm de mostrar somente o lado bom, somente qualidades e esconder tão bem todos os defeitos. Cega fui eu (talvez de amor, talvez por preocupar comigo e só) de não conseguir ver além disso tudo. Enfim, outros fatos devem ser analisados. Lá vem a síndrome de culpa: seria minha culpa perder aos poucos alguém por quem eu daria minha vida? Poupo as descrições sobre ela. É sem querer, mas as ocasiões fazem com que isso seja o correto. Por que eu temo tanto a reação de alguém que sequer olha no meu olho (por medo, talvez)? Aliás, acho que o medo maior vem dessa segunda pessoa, medo de perder a primeira que apenas faz bem enquanto tá perto. Ninguém vai entender isso direito, só ELA mesma. E nesta terça-feira (in)felizmente consegui falar isso tudo diretamente, sem sinais, sem olhares, mas com toda sinceridade essencial nessa hora. Foi melhor, pra todos nós, tenho (quase) certeza disso. Enfim, esse é apenas mais um caso complicado. E de casos complicados eu entendo... Tudo poderia ser tão mais simples, né? Mas se a vida fosse simples, não teria graça. Graça. Usei bastante essa palavra em uma conversa sobre aquela minha paixão perdida, aquele caso mal resolvido. Chego a ficar com dúvidas: será mesmo que gosto de verdade? Ou será que apenas relembro (com muita saudade, por sinal) em momentos difíceis, de extrema carência, quando preciso de alguém? Ou será então que simplesmente é um caso cheio de graça por ser tão complicado? Aposto na terceira hipótese. Se tudo se resolvesse agora, perderia toda a graça. Tá aí! Não tenho pressa para que nada se resolva. Ou tenho... Se isso for mais um dos meus enganos, tudo que mais quero é que se acabe logo – rápido! Reli todo esse texto agora e conclui que não estou falando coisa com coisa. Devo estar ficando louca , mas falei uma pequena parcela do que precisava. Acredite, tem muito mais! Mas já me sinto mais leve e isso sim, é bom. É a minha, única e exclusivamente minha saída! Sem culpas nem desculpas...
Há 5 anos
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