Já me definiram de várias formas, mas ninguém me conhece o suficiente para afirmar muita coisa. Ciumenta, é o que todos dizem e estão certos, admito. Muitas vezes passa de ciúme para possessão e egoísmo, coisa que eu tento mudar porque sei que não é bom. Já procurei tratar disso, mas desisti. Não sou adepta do blush, do rímel e de unhas bem feitas toda semana. Vaidade não é muito meu forte, nem por isso sou infeliz, me sinto bem desse jeito. Meu cabelo: na verdade é um louro acinzentado, mas cansei. Agora pinto constantemente de preto, mas ele está avermelhado. Enfim, não é muito bom, mas eu gosto dos meus cachos. Levando para um outro lado, meu cabelo é sensível. Me disseram que é meu ponto fraco. Não é, mas tenho uma sensação agradável quando me fazem um cafuné – bem feito, de preferência. Por mais que não pareça eu sou tímida. Não, eu não sou. Sou como todo mundo: timidez nula com os amigos, com as pessoas próximas. Para ser próximo não precisa de muito tempo, me conquista fácil. As pessoas se tornam especiais para mim numa rapidez incrível! Meus amigos... Seguindo a teoria da minha mãe (repassada de geração a geração), amigo mesmo de verdade são pouquíssimos, não enche uma mão. A certeza dos amigos eternos é única, não encontrei mais que um, ou melhor, uma. Calma, ainda há tempo (e muito) para encontrar os outros quatro. Mas não vou desprezar os companheiros, amigos interinos, tanto os que já passaram pela minha vida quanto os que ainda estão do meu lado. Obrigada. Deveria ter falado da minha família primeiro, né? Tudo bem. Isso é algo que prezo muito, eu amo minha família. Pai e mãe, sem comparações. Até escrevi um texto aqui só pra ela e em agosto será pra ele. Rafaela, minha pequena que tá crescendo e que eu amo tanto. Luiza, é um carinho que não tem como explicar, mesmo que disfarçadamente, eu amo também. Agradeço a um certo amigo que mudou minha cabeça em relação a tudo isso. Não vou falar de todo mundo, mas deixo claro que não teria sentido a vida sem eles: tios, tias, avós, primos... Não sou do tipo que freqüenta festas todo fim de semana, que se enturma fácil, que conversa com todo mundo. Mas tento ser simpática, mesmo com esse meu perfil um pouco anti-social. Lembro com muita saudade da minha infância, eu era feliz e não sabia... Odeio minha risada, é escandalosa e incontrolável. Rio quando não posso, acho graça em tudo. Piadinhas idiotas me fazem chorar de rir. Amores e paixões. Tenho vários, inclusive um platônico. Não é por artista de TV, não é cantor, é alguém que conheço mesmo, de carne e osso, ao vivo e a cores. Só a idéia de tê-lo, só de pensar nele já me sinto bem. Se a teoria passar para a prática, perde a graça. Eros, ágape e filos. As três faces do amor. Posso definir em um outro texto cada uma delas e afirmo que todo mundo já sentiu todas. Já falei aqui sobre um princípio que ainda sigo: coloque a felicidade dos outros na frente da sua. Não consigo me livrar disso e sei que vou carregar comigo até o fim. Sincera. Eu sou até quando não devo, ultrapasso os limites. Falo o que penso, devendo ou não fazer isso. E peço desculpas quando reconheço que errei. Erros. Virou rotina! Não passa um dia sem que eu faça algo errado, diga coisas indevidas. Sou uma burra, idiota – 10 vezes. Me odeio por isso, já cansei de bater a cabeça, decepcionar, quebrar a cara, cair do cavalo. Literalmente. Já cai e a cicatriz nas costas não me deixa mentir. É horrível, me incomoda e coça de noite. Enfim, o tombo foi feio e eu desmaiei porque não posso ver sange. Fraca, muito fraca, eu sei. Devido a essa hemofobia não como mais frango. Meus medos? Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo do fim do mundo, tenho medo de magoar as pessoas que gosto e perdê-las por isso, medo de viver sem uma tomada por perto, medo de não ser o que as pessoas querem. Eu leio dicionários, mini-dicionários. Já li o de português quatro vezes, o de inglês e espanhol uma única vez. É um vício, entende? Mas há um tempo já eu não leio, ainda quero ler aquele grosso de páginas amareladas que fica guardado na estante da sala. Tenho muitas manias, uma delas é escrever besteira tipo essa aqui. Coleciono as coisas mais bizarras. Acredite, já tive coleções de batatas. Cada uma tinha sua identidade, todas começando com a letra B. Bia, Babi, Berenice e por aí vai. Foi divertido enquanto viveram. Isso é carência, não posso ter bichinhos fofinhos dentro de casa. Logo, trato seres inanimados como tal. Atualmente, cuido do Caic, meu cactus. Ele caiu da mesa e está deformado, mas ainda crio ele. Todos (ou quase todos) meus objetos de valor sentimental ou material tem nome e alguns até sobrenome. Busco inspiração nas músicas, como por exemplo Tuba Caruso, meu notebook. Momento multimídia. Tuba é baterista de uma banda que eu amo de paixão. Minha preferência musical varia de acordo com meu humor e disposição, mas sou fiel aos Faichecleres e a Hellogoodbye. Eles têm música para todo e qualquer momento. Talvez esse seja o motivo da minha enorme admiração. Não tenho muita paciência para ver filmes, geralmente durmo e perco a melhor parte. Gosto de ler e foi em uma das minhas leituras que descobri a minha paixão pela filosofia. O Mundo de Sofia me ensinou tanta coisa que nunca esqueço. Sou mais uma amante da lua. Gosto da noite, no geral. Gosto de estrelas, da lua e do sol também. Gosto de coisas que brilham. Lua cheia pra mim é uma das coisas mais perfeitas da natureza, me dá uma alegria indescritível. Entre calor e frio, prefiro o frio. Isso quando se tem algo para esquentar. Seja calor humano, uma fogueira ou uma blusa de frio. Posso copiar isso para a lista de desejos do orkut? Quero uma blusa de frio, que conserve o calor do corpo de verdade. O que mais eu quero, deixe-me ver... Quero um mouse para o Tuba, quero um som potente, quero uma viagem para um lugar desconhecido (distante, de preferência), quero um telescópio, mais uma blusa de frio, um tênis legal, uma TV no meu quarto. Que lembro agora é só. Maldito capitalismo, preciso de dinheiro pra tudo isso. Não sou materialista, sou mais uma nesse mundo onde dinheiro é tudo, onde precisamos acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Tá, parei. As coisas mais simples são as que eu guardo pra mais tarde lembrar o que elas significaram pra mim. Tenho cartas, bilhetes, flores de papel, pulseiras de canudinho, clipes entortados, coração de origami e vários outros objetos que não dariam quase nada se fossem leiloados. Que tal falar de escola? Sempre tive obrigação de mostrar bons resultados, porque era tida como exemplo. Filha da diretora o ensino fundamental inteiro, sabe como é, né? Enfim, hoje tenho notas boas, suficientes pra passar direto. Recuperação não faz (nem pode) parte da minha vida, nunca fez. Agora deixou de ser obrigação, já não cobram muito de mim. Estudo porque gosto e penso no futuro. Gosto das exatas. Odeio biologia, odeio história e geografia. Não consigo entender o que o professor diz. Já gostei mais de inglês e nunca senti atração pelo espanhol. Português, literatura e redação. Acho que tá no sangue, gostar disso é hereditário. Meus filhos também vão ler dicionários e gramáticas. Arquitetura. É o que pretendo fazer daqui a um ano e pouco. Não sei se estou certa, mas sempre pensei no curso. Se não der certo, viro hippie. Ainda há tempo de pensar melhor. Já falei bastante, até mais (muito mais) do que o previsto. Agradeço aos poucos que chegaram até aqui. Paciência é mato!
Há 5 anos
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