sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cantarolida

Então vai lá. [cigarra cantando] Cahaam, hm. Era uma noite de sexta-feira, lá pra meados de Santo Antônio da Serra. Ali vivia um ser desprezível, malicioso, malvado e cruel. [risada maléfica] Se chamava a galinha Cantarolida. Toda sexta-feira, depois das 1 hora, você escutava: cocó cocó cocó. Ela via uma vítima... cocó cocoricó! Era adeus praquela pessoa. Anos e anos, todo mundo procurava aquela galinha. Ninguém achava, ninguém via... It's a crazy! Mas um dia então, todos pararam: "vamos achar essa galinha". [risada maléfica] Uma missão foi feita: todos moradores de meados de Santo Antônio da Serra se reuniram com paus e pedras, com uma força de vontade... "Vamo achar essa galinha, galera!" E saíram pela noite, um silêncio e um vento... WAAAAH! um si... WAAH! Um silêncio... No silêncio da noite e os ventos sopravam. [efeitos sonoros de sopro] Cof cof cof! Até que então, um mero cidadão, desconhecido por todos grita: calaboca, calaboca! Todos calaram-se de medo. No fundo, no fundo da mata se ouvia: cocó cocó cocó. Era a galinha Cantarolida. Todos correram e gritavam... [gritos desesperados] punham fogo. E no final da história, rolou aquela canja. O Paulo só pensa em comida! [risos] Mas nada se foi feito, nenhuma vida foi morrida. [silêncio/gargalhadas] Mais nenhum cachorro latiu depois da 1 da manhã. AAH! E... e... e nunca mais se ouviu o cocóricó, o cacoroquejo da galinha.

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