quinta-feira, 26 de junho de 2008
Poeiras
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Dia D
Ou dia DR, talvez. O que era pra ser mais um dia comum, se tornou um dos mais especiais da minha vida. O escuro nunca foi tão legal pra mim. Gato mia! Era pra ser só mais um dia qualquer nessa vida que eu levo. Mas não, foi O dia. Nunca valorizei tanto uma conversa como a de ontem. Pratos limpos, roupa lavada, terapia de casal. Discutimos a relação que nem existe (infelizmente). Preguenta, idiota. Fui chamada disso e outras coisas relevantes. Cada um com o seu ponto de vista, certo? Mas disse que isso combina comigo e que odeia isso. Raciocinando, organizando as idéias: ele gosta de mim, mas odeia meu jeito. Mas se eu mudo, evito fazer o que o irrita, ele passa a não gostar da minha presença. E ainda pergunta se eu consigo entender. Até tento, juro! Mas não dá, é muito difícil. Mas vindo dele, nada é fácil. Tudo bem, o interessante e importante agora é como estamos: bem. Enfim, foi muito legal e me sinto (quase) completa. Satisfação pessoal.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Mau humor
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Juízo nenhum
sábado, 14 de junho de 2008
Acidente
Para meu amigo, seria pura emoção. Em pleno sono da tarde, para compensar a noite anterior, o interfone tocou. Era uma vizinha, solicitando minha presença urgente na esquina. Um acidente com um velho conhecido, bateu de frente com um caminhão, estava de moto. A moto nem dele era, mas ele estava regular com sua habilitação. Odeio esse tipo de coisa, porque sempre tem sangue envolvido. Mas ninguém sabia como e quem procurar, já que eu era a única pessoa que o conhecia. Ao me aproximar, só consegui ver o rosto e reconheci, era quem eu pensava mesmo. Os bombeiros imobilizavam o corpo. Nada muito grave, apenas cortes. Um deles profundo, na perna. Minhas pernas bambearam, meu coração disparou. As pessoas que cercavam o local queriam mais detalhes. A única pergunta que eu conseguia entender era “já avisaram a família?”. Cheguei a uma pequena distância e vi que ele estava bem, apesar dos ferimentos. Recusava em passar o telefone para aquele monte de estranhos e se sentia incomodado com a curiosidade dos outros. Ao me ver, deu um leve sorriso. Perguntei como eu poderia entrar em contato com sua irmã, qual o número do telefone. Silêncio. Insisti mais uma vez e perguntei se ele estava me reconhecendo. Resposta: “claro, eu estava indo te ver”. Isso tocou bem fundo em mim e senti um aperto no peito. Quando percebeu que eu estava lá, passou o número que todo mundo queria. A pergunta dos curiosos então era “quem é essa?”. Isso era o que menos importava na hora. Conversei, com calma, tentando passar tranqüilidade para a irmã. Acho que funcionou, ela não entrou em desespero. Vi o carro do corpo de bombeiros levando-o ao hospital. Levei para casa os pertences pessoais e seu capacete. Em poucos minutos, a policia chegou para fazer ocorrência. Se eu fosse maior de idade, até me responsabilizaria. Entreguei o capacete para ajudar os oficiais. Tudo se resolveu rápido Tomei a famosa água com açúcar para me acalmar um pouco. Agora tudo está bem, fora o restante dos curiosos e mais alguns que chegaram. Olho pro lado, vejo seu chinelo e me dá um aperto. Ele vai voltar pra buscar e isso me deixa feliz. Espero que esteja bem, que nada tenha acontecido. Pelo menos nos encontramos, era essa a intenção. O susto foi grande, a emoção maior ainda. Melhoras, querido.
Sábado 14
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Dia dos namorados
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Ano
365 dias, 8760 horas, 525600 minutos, 31536000 segundos! É muito tempo para tão pouco. Fazendo uma proporção: foram únicas 3 vezes, logo 1 a cada 4 meses. Uau! Números assustam, não é verdade? Chamam a atenção, no mínimo. O normal seria esquecer de tudo nesse intervalo de tempo, mas não... Cada detalhe, cada palavra, cada gesto, tudo fica na memória. Não houve entrega total, muito menos recíproca. Nunca houve! É chato ter que admitir novamente o quão importante foi pra mim tudo isso. Meu coração que era quentíssimo, gelou (como o dele sempre foi); meus sentimentos que nunca eram escondidos, agora estão todos empacotados na minha cabeça. É algo que nunca vou sentir por ninguém nessa vida. Não digo que é o amor eterno, mesmo porque não acredito nisso. Mas é um sentimento único, insubstituível, talvez. Não tem como explicar, não tem o quê falar, uma vez que já falei bastante em um outro texto aqui (Inocência). Não me faz bem falar disso, bate uma... Saudade, talvez. Mas afinal de contas: do que eu gosto? Seria da pessoa, da presença, da companhia, do quê mesmo? Não existem motivos óbvios, razões convincentes para tanto... Apreço, admiração. Seria capaz de muita coisa para que desse certo, mas não tenho certeza de mais nada. A única certeza hoje é a de que independente do que aconteça, eu sempre vou sentir isso por ele. Por dentro, eu me canso dos julgamentos e só quero assumir minha fragilidade. Mas o necessário é descartar todas as lembranças, boas e ruins, e ainda bem, conto com a ajuda de muitas pessoas. Até quando vai durar isso? Estou no caminho certo? Tem limite pra isso? No mais, obrigada por tudo, por (não) fazer parte da minha vida durante todo esse tempo. Um final feliz... Penso que se tá assim (nada bem), é porque não chegou o final ainda. Mas alguém pode prever quando isso acaba? Tenho pressa. Que se acabe logo, que suma da minha vida. Ou, para o final feliz de contos de fadas, que se entregue de uma vez. Que o destino seja justo. Que eu me descubra. Que eu entenda o que acontece. Que meu sentimento seja reconhecido. Que compreendam que não posso controlar. Que eu consiga ser feliz! Nada mais.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Amor
Engana-se quem pensa que amor é amor e pronto. Amor não é só de homem e mulher (ou no mundo moderno, de pessoas do mesmo sexo). O amor tem três faces, ou fases, como preferir. Uma se difere da outra de acordo com a intenção que temos com o outro. Eros. É o primeiro estágio e pra mim, o mais complicado. É querer ter, geralmente pelo físico da pessoa. É um amor onde você deseja tanto a pessoa, que acaba esquecendo de você mesma. É, na maioria das vezes, um amor platônico. Não por ser alguém longe da realidade, mas por haver algo que impeça que se concretize. É o desejo, a vontade de estar junto, contato físico, intimidades, trocas de carinho. Não é comum enxergar as qualidades interiores, pois o que se quer está por fora mesmo. É o amor entre homem e mulher, pensando em demonstrar sempre com um beijo ou algo mais. Pode-se comparar àquela fase do amor à primeira vista, onde o casal se conhece e interessam um pelo outro. A segunda fase, Filos, é mais ou menos o namoro de um casal, onde a atração se dá não só pela parte externa. Começam a se conhecer melhor, a descobrir qualidades (e defeitos também). O desejo agora não é carnal, é muito mais. A pessoa só é feliz se estiver com aquele(a) que ama. Sua felicidade é compartilhada e ao mesmo tempo dependente do outro. É nessa fase em que descobrem o ciúme e a carência, dentre outros sentimentos. Perto, é euforia total, conforto, felicidade. Longe, bate a saudade, momentos depressivos são comuns. Bipolaridade? Quase isso. E por fim, o amor Ágape, o mais bonito e sincero de todos. A felicidade agora não depende da presença da pessoa em carne e osso. A pessoa é capaz de abrir mão da sua felicidade pelo outro, se sente bem em fazer o bem, não precisa do contato físico porque só em pensamento é capaz de se satisfazer. Incondicional. Nunca se faz algo pensando em receber outra coisa em troca. É o amor de mãe com filho, o de Deus que perdoa até seus maiores inimigos, o de amigos de verdade, o sentimento mais bonito que uma pessoa pode sentir na vida. Já passei por todas essas fases e estacionei em algumas. Acho que depois de ler isso, todo mundo se identifica com uma delas. Plante amor pra colher amor, seja qual for.
domingo, 8 de junho de 2008
Pseudonamoro
Dia dos namorados próximo e eu não conseguiria ficar sozinha. O ano passado foi um pouco decepcionante. O dia que deveria ser de comemoração, foi o dia D: do término. Traumático, não? Dá pra agüentar. Mas voltando ao presente e chutando o passado pra bem longe... Arrumei um parceiro, um amigo pra me fazer companhia no dia doze. A idéia foi aceita na hora! E como eu nem desconfiei de nada? Como pude? Como ele mesmo definiu: um cara cético. Muito estranho aceitar tal brincadeira tão facilmente. Um pseudonamoro me leva a algum lugar? Droga de carência! E agora ele simplesmente me diz que é mais do que uma brincadeira pra ele, que ele sente algo de verdade por mim. Aí me perguntam: “o que você vai fazer agora?” Alguém pode não perguntar e me responder? O que eu acho correto é fingir que não sei de nada. Não quero perder a amizade bonita que a gente tem, porque ele é importante pra mim. Todo mundo separa: os pra ter algo por um dia, os pra levar a sério, os que não merecem nada e os amigos pra vida toda. E nesse último grupo é onde ele está incluído. Logo, ignoro a situação, finjo que não sei de nada e fica tudo bem. Tudo bem pra mim, né? E ele, como deve ficar nessa história? Espero que tenha me entendido, que pra mim é só uma brincadeira. E se achar melhor, terminamos (o namoro ou a brincadeira, não sei). Eu precisava de alguém que realmente gostasse de mim e ele sabe disso. Mas não podia ser ele, meu amigo! Ai, tá complicado. Vai ficar tudo bem, tenho fé. E resgatando o passado, acredito que este dia dos namorados será melhor que o anterior. Mesmo com lembranças vindo à tona. Traumatizada!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Acampanglo
É história demais pra contar, fica até difícil escrever porque não se sabe por onde começar. Como o relato será de três dias, já é de se esperar um texto grande, como tem sido os últimos aqui. O ônibus. A galerinha do fundo se achando, a da frente mal se enturmava e eu estava em posição intermediária, mais próxima do fundo. O funk proibido rolava e o truco começou. Eu, na posição de biriba, já pulei os bancos para jogar, mas não durou por muito tempo. Coisas de mulher... Precisei deitar e ficar quieta (o que é bem difícil pra mim) pra dor passar. Alguém notou como eu estava e isso me deixou tão feliz. Toda a atenção que ele tem quando você menos espera é muito legal. Foi o primeiro de muitos momentos bons com ele. Em volta só tinha pessoas que me faziam rir (o que não era tão difícil assim). A viagem foi longa, mas não cansativa. Chegando no local, as malas me carregavam e já pude ver algumas poucas pessoas na entrada (tinha gente jogando buraco e me deu vontade de sentar com aquele povo). Quanto mais eu andava, mais gente eu via. De longe, pude reconhecer pouquíssimas que conhecia por foto (isso é algo incrível porque não enxergo muito bem, muito menos sem meus óculos). Minha turma escolheu o lugar e nós, as meninas, contamos com a ajuda dos “homens” na montagem das barracas. Peguei minha blusa que mais servia de vestido, separei a roupa e me preparei para o frio. Banho. Era disso que eu precisava. Um bem tomado, quente e demorado me faria muito bem. Não deu nem cinco minutos debaixo do chuveiro e a luz acabou (acredite, é verdade) e foi só naquele apartamento! Explicando o termo “apartamento”: estávamos acampados mesmo, mas uma santa professora de alma boa deixou usar o banheiro dela para maior privacidade. O banheiro coletivo de todas as barraqueiras era imundo e muito aberto. Voltando ao banho de água fria (literalmente), isso não foi tão assustador assim não. O frio do lado de fora não era exatamente o que eu esperava, era bem menor. Todos prontos e cheirosos (com alguma exceções, claro), todas as unidades se reuniram para a apresentação. Equipe verde. Como as coisas acontecem rápido né? Devíamos cumprimentar com um aperto de mão, um abraço ou um beijo no rosto. Olho pro lado e me deparo com um beijo de novela das oito que passa às nove. UAU! Até o monitor viu e fez questão de comentar no microfone. Isso é que eu chamo de interação. Já estava cansando daquele bla bla bla e prefeir esperar pelo luau na minha barraca. Acompanhada pelo atencioso do ônibus. Papo sério o que tivemos e foi muito bom. Luau? Tava ruim, não superou minhas expectativas. O frio aumentava e o som que me chamava atenção era o de rodinhas de violão. Vamos pra barraca! Dez pessoas, o dobro da capacidade. Homens e mulheres misturados, mas sem nenhuma maldade. Maldade foi o que nos fizeram. Qual o motivo de nos tirar dali pra nos colocar no sereno, naquele frio ao som de músicas não apropriadas para um luau? Suspeitavam de alguma sacanagem ali dentro por haver pessoas heterossexuais de sexos opostos em um lugar apertadinho, calor humano. Esqueci do detalhe: no canto, a conversa atenciosa, séria e legal continuou. Eu só pensava como nunca pude conhecer melhor aquele cara. Ele era muito mais do que eu imaginava, tava sempre ali do meu lado e eu nem dava atenção. Atenção... Tudo que precisava! Voltando para a festinha, acabei conhecendo uma galera legal, reconhecendo outras pessoas e foi até divertido. Nossa cidade era a que mais se misturava, que mais queria conhecer gente nova e era essa a diferença. Não me incluo muito nesse grupo sociável, mas pelo meu jeito mesmo, porque vontade eu tinha. Toque de recolher. Quando tudo ficava interessante... A regra era simples e clara: quatro da manhã, todos (XX com XX e XY com XY) deveriam estar na barraca, conversando ou não, dormindo ou não. Começa o inferno. O sono me comia e eu já ficava nervosa. Eram piadinhas e comentários tão idiotas que todo mundo ria. Eu queria dormir, só isso! O segurança, pelo que parecia, estava (muito) mais nervoso que eu. “Não sou sua mãe; olha o nível descendo; vamos respeitar aí, gente; amanhã Itaúna vai ter amolação, se não deixarem os outros dormirem, vou tirar vocês daí” eram algumas das frases que ouvi. Ninguém queria saber de nada! Não era só a bebida que tinha alterado a alegria não, não podia ser. Todo mundo ria de tudo, achavam graça na fala do segurança e do monitor que foi chamado no local. Por um tempo, cochilei e quando comecei a dormir (ainda ao som de risadas e pedidos nem um pouco educados de silêncio) senti algo estranho nas minhas costas. Sei que foi sem querer, mas chutaram minhas costas. Percebi que dormir naquela noite seria impossível e resolvi então ficar acordada e tentar entrar na brincadeira. Como minha amiga disse, quando eu boto na cabeça uma coisa, não tiro por nada. E naquele momento, eu não acharia graça em absolutamente nada. Me lembro bem do momento em que meu amigo atencioso (sim, agora já o considerava meu amigo) disse o quanto era ruim ver tanto desrespeito naquele lugar. Menores de idade bebendo e fumando (nada contra) e ele, tinha simplesmente que esquecer sua posição de cumpridor da lei. Legal sua atitude de não fazer nada, mesmo querendo, porque prejudicaria quase todos. Um momento horrível. Uma ligação para um dos barraqueiros com a notícia de que aqui, na cidade um acidente fez uma vítima fatal. Era um amigo, um colega de muita gente que estava acampada. Muito choro, desespero, foi triste. Ninguém dormiu depois da ligação. O dia amanheceu, procurei o sol nascente, mas as nuvens o escondiam. O frio era de trincar e procurei logo meu chocolate quente. Aos poucos, todos acordavam e faziam uma grande fila para o misto frio no pão de sal. O dia passou depressa. Eu já estava me enturmando e interagindo com outros alunos. No fim do dia, depois de muita dor no corpo, muita massagem e cochilos para compensar as horas de sono perdidas, organizamos de última hora um churrasco. Cinco reais era a condição para participar e era difícil recuperar com carne. Me senti no tempo das cavernas, disputando a caça para sobreviver. O tempo era curto e ninguém ligava em comer carne crua. Começamos a nos preparar para o baile de máscaras (a expectativa foi tão grande, mas nem tava tão legal assim). Tinha terrorista, bruxa, monstro, carnavalescos e até máscaras de séculos passados. Alguns nem precisavam usar máscaras, eram a própria figura, um personagem. Cheguei a comprar uma, caso o uso fosse obrigatório. Ainda bem não precisei usá-la. O cansaço, o sono, o frio e a timidez me puxaram para a barraca e lá fiquei. Não participei da “balada” e não me arrependo disso. Essa noite sim eu consegui dormir, sem interrupções. Quando acordei, já era dia, sol já estava alto (mesmo que escondido nas nuvens) e a fila pro café era grande. O clima, quase que para todos, era de despedida. Não tínhamos hora certa pra ir embora, mas sabíamos que o fim estava próximo. Aproveitar os últimos momentos, era isso que a maioria queria. Resolvemos acabar com a carne do dia anterior e demos falta do carvão. Depois de procurar por todo o clube, uma alma caridosa (ou de consciência pesada) cedeu um saco cheio para que pudéssemos divertir. E assim o fizemos. A chuva ameaçou a cair e por sorte, as barracas já haviam sido desmontadas. Apenas reunimos os pertences pessoais em um canto e logo levamos para o ônibus. O clima de despedida tomava conta do lugar. Assim que terminamos o almoço, já procuramos cada um o seu lugar no ônibus. A volta foi bem mais tranqüila que a ida. O cansaço, a preguiça era geral. Mas como em toda viagem de escola, teve aquela farra. Minha localização no ônibus era mais no fundo, onde todo mundo queria realmente dormir. Alguns até conseguiram, outros tiraram um cochilo (meu caso) e teve um que entrou em sono profundo (sortudo). O tempo passou mais devagar, mas nem por isso a viagem foi cansativa. Enfim na minha cidade, com minha mãe já me esperando. Ah, minha casa, meu quarto, uma tomada disponível, minha cama, meu cactus, meu sapinho, Nesquick, Tuba, Internet, orkut e blog. Uau! Amo muito tudo isso! Aventura nenhuma me faria esquecer do quanto é bom o conforto de casa. No mais, gostei de tudo, adorei. A propósito, como é bom um colchão macio, né?