domingo, 8 de junho de 2008

Pseudonamoro

Dia dos namorados próximo e eu não conseguiria ficar sozinha. O ano passado foi um pouco decepcionante. O dia que deveria ser de comemoração, foi o dia D: do término. Traumático, não? Dá pra agüentar. Mas voltando ao presente e chutando o passado pra bem longe... Arrumei um parceiro, um amigo pra me fazer companhia no dia doze. A idéia foi aceita na hora! E como eu nem desconfiei de nada? Como pude? Como ele mesmo definiu: um cara cético. Muito estranho aceitar tal brincadeira tão facilmente. Um pseudonamoro me leva a algum lugar? Droga de carência! E agora ele simplesmente me diz que é mais do que uma brincadeira pra ele, que ele sente algo de verdade por mim. Aí me perguntam: “o que você vai fazer agora?” Alguém pode não perguntar e me responder? O que eu acho correto é fingir que não sei de nada. Não quero perder a amizade bonita que a gente tem, porque ele é importante pra mim. Todo mundo separa: os pra ter algo por um dia, os pra levar a sério, os que não merecem nada e os amigos pra vida toda. E nesse último grupo é onde ele está incluído. Logo, ignoro a situação, finjo que não sei de nada e fica tudo bem. Tudo bem pra mim, né? E ele, como deve ficar nessa história? Espero que tenha me entendido, que pra mim é só uma brincadeira. E se achar melhor, terminamos (o namoro ou a brincadeira, não sei). Eu precisava de alguém que realmente gostasse de mim e ele sabe disso. Mas não podia ser ele, meu amigo! Ai, tá complicado. Vai ficar tudo bem, tenho fé. E resgatando o passado, acredito que este dia dos namorados será melhor que o anterior. Mesmo com lembranças vindo à tona. Traumatizada!

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