segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Novela mexicana

Sabe qual a melhor parte desse blog pra mim? Dialogo comigo mesma. Um monólogo, na verdade. Pouquíssimas pessoas lêem isso e eu ainda continuo com perguntas. Perguntas são feitas esperando uma resposta, certo? Opa, acabei de fazer outra. Que idiota! Mas é isso: posso escrever tudo, o animado que ler pode rir, mas se, por exemplo, 100 pessoas lerem, duvido que 10 respondam a esses questionamentos. É quase uma novela mexicana. Sabe aquele assassino, no estilo... A Usurpadora! Ela fazia a burrada e depois se trancava no quarto fazendo perguntas para si mesma e para o telespectador, sabe? É óbvio que ela não teria respostas. Antes que critiquem, quero dizer que eu não assistia isso, não mesmo. Mas é porque todas as novelas mexicanas são a mesma coisa. E a que citei foi a primeira que me veio na cabeça, porque afinal de contas, não foi uma única vez que Sistema Brasileiro de Televisão exibiu, né? Então é isso, sou apenas mais uma personagem, só me faltou o nome duplo no estilo Bethânia Cristina ou Maria, talvez.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Pensar e escrever

O link disso ainda está nos meus Favoritos. Mas nem lembro que tenho isso! Olha só quando foi a última postagem. Blog deveria ser algo diário (ou não?). Mas (acho que) posso me explicar: não consigo mais escrever nada. Pegue o meu décimo texto aqui e compare com os 10 últimos. Não vale a pena, não faça isso. Quem avisa, amigo é (ou finge ser). Não parei por inibição, timidez, nem nada disso. Apesar de ter recebido inúmeras críticas a respeito do que escrevo. Talvez seja aquele velho clichê de que para escrever, é necessário pensar em muitas coisas. Se tem algo que não tenho feito ultimamente é isso: pensar em muita coisa. Pensado, tenho até bastante, mas minha cabeça pensante pensa em uma única coisa, para não desviar muito meu pensamento. Pensar, pensamento, pensante, pensativo... Chega! Estou fundindo meu cérebro já. Não quero parecer careta, uma pessoa que escreve corretamente em qualquer ocasião, que acentua e pontua seguindo à risca as regras do bom e velho Português até mesmo no seu MSN. Isso tudo é questão de costume e não de tentar parecer o que não sou. Eu não sou o que você pensa que sou. Também não sou louca por escrever isso.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Let it Bee

Nada de grandes textos e versos,

Apenas uma poesia, quem diria...

Te escrevo, Linhas sem imaginação, mas q saem do coração.

Linhas tímidas e sem cor, com um pouco de pudor.

Linhas digitadas, pois no papel seriam gambiarradas.

Linhas mal traçadas e avacalhadas.

Mas que eu escrevo com boa intenção e grande satisfação

por ter alguém como você, assim, perto de mim.

Uma poesia sem dobras de barquinho,

pois eu sei fazer no máximo um aviãozinho,

Você agora tem um tênis, até parece gente.

Muito inteligente, a tão ponto de livros escrever.

Sempre a surpreender.

Agora tá até parecendo menininha, só falta a sainha.

Acho melhor parar de te marretar, pois você pode morfar

ou se tranformar em Saiadim, já imaginou? Tadinho de mim.

Chega dessas riminhas, cansei de preencher linhas.

Já tem muito tempo que estou escrevendo

e você perdendo seu tempo lendo

alguma coisa desse tipo, sem classe e sem cultura,

enquanto você poderia estar lendo algo à sua altura.

Para encerrar, um aviso, sem estressar:

fica de olho na sua irmã, que já pensa em namorar.

Custelinha, Costela Frito Master, Matheus Robinson Crusoé, Rabada...

domingo, 31 de agosto de 2008

Em off

Mais de 12 horas de sono, mais uma fuga da saudade. O frio era tão intenso que nem fiz nenhum movimento durante esse tempo. Nunca dormi tanto igual dormi dessa vez. 7 da noite e eu já estava em sono profundo, 10 da manhã foi quando resolvi acordar e tentar levantar para o café. a energia acabou, foi uma coisa que me ajudou muito. O escuro não me fez pensar demais, como sempre foi sua função. Dessa vez foi diferente, só imaginei como seria estar ali acompanhada. Aí saudade aumentou, não consegui me segurar. Liguei meu notebook, que ainda tinha um restinho de bateria, coloquei músicas agitadas, que não me fariam chorar por nada nesse mundo. Funcionou. Foi aí que o sono bateu e eu apaguei. Não pensei em mais nada além do cobertor que usaram para me cobrir. Tava gelado e não esquentou nem com o calor do meu corpo. Muito estranho, isso nunca acontece, só com o meu pé. No mais, foi uma noite tranquila (até demais!) e consegui descansar bastante. Meu corpo agora tá doendo de tanto frio e ainda tenho que ouvir o que não quero. [drama]Não faço diferença alguma![/drama] Pronto, parei. Sensibilidade aqui tá grande, difícil. Um bom domingo pra todos nós. Hoje é dia da família.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Amor e tosse

Ontem não tive cabeça para escrever algo bom, mas não poderia deixar assim não, ainda mais depois do que li. Palavras sinceras, penso eu. Reconheço o quanto é difícil expressar sentimentos daquela forma, mas faço de suas palavras as minhas: papel aceita tudo, mas o coração não. Nada mais é que um papel, a lembrança concreta. Palavras não só sinceras, mas muito bem empregadas. Espero ter alcançado meu objetivo ao dizer, ao escrever e demonstrar tudo que sinto. Nunca fui de me abrir diretamente assim, mas essa foi inclusive uma das minhas muitas mudanças nesse mês. Um mês intenso, muito intenso. Passou rápido por ter sido bom, por ter acontecido tantas coisas assim. Você despertou em mim interesses que jamais pensei em ter, me ensinou tudo que eu me recusei a aprender antes, abriu meus olhos para coisas que eu tentava não enxergar, me fez crescer e me tornar uma pessoa melhor, não só pros outros, mas comigo mesma. Avanço na minha vida! Grande avanço. Por estar ao meu lado nesse tempo, por me ouvir e dizer tudo que preciso escutar, por me entender quando ninguém quer sequer tentar, por me abraçar exatamente quando eu quero, por ser você, eu quero te dizer pela 835729ª vez que eu te amo de verdade. Sem egoísmo, sem possessão, sem medo algum. Amor et tussis non celantur. Isso é mais certo que qualquer cálculo de física elétrica. Nunca vou esquecer de detalhe nenhum do que passamos até agora. E espero que ainda passemos muito tempo juntos porque dentre meus planos de futuro, você faz parte de muitos. Crise nenhuma abala o que sinto por você, afinal são apenas crises. Te amo!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Sobre mim II

Há um tempo atrás, eu postei um texto falando de mim. Hoje resolvi, por acaso ler tudo novamente, é bem grande, mas eu animei. Isso tem nome: ócio. Muita coisa lá mudou, muita mesmo e por isso resolvi atualizar a minha ficha aqui. Uma das primeiras coisas que defini lá, foi o quanto sou ciumenta. Agora não corro tanto risco de virar possessão ou egoísmo, aprendi a conviver com outras pessoas. Mas uma nova observação: eu não consigo conviver com muita mulher, pude confirmar isso recentemente. Falei também da minha vaidade, coisa que melhorei muito também. Tá, eu não faço unha sempre, mas um blush sempre cai bem para realçar minhas covinhas. Essa é uma coisa que sempre tive muita vergonha, mas todo mundo gosta, então resolvi não tentar esconder. Meu cabelo ainda cai muito e já passou por muitas tonalidades além do preto de lá pra cá. Até hoje não descobriram meu ponto fraco, mas já perceberam que não é o cabelo. Estou mais tímida que antes, tímida não, recatada. Passei por uma fase de timidez nula com seja lá quem fosse. Minha vida mudou muito depois dessa fase, influência boa de alguns amigos. Eu afirmei também que até então tinha uma única amiga de verdade. Mentira, não tenho mais, precipitei ao dizer isso. Eu tenho muitos amigos, isso não posso reclamar porque não está faltando na minha vida. Mas ainda é muito cedo pra julgar os que serão pra vida toda. A família vai bem, família ê, família á, família! Tudo a mesma coisa e mais alguns que entraram por opção pra família foram aceitos rápido e o mais importante: de braços abertos. Isso é bom, muito bom. Agora vem o mais absurdo de tudo. Eu disse nessas mesmas palavras: “não sou do tipo que freqüenta festas todo fim de semana, que se enturma fácil, que conversa com todo mundo. Mas tento ser simpática, mesmo com esse meu perfil um pouco anti-social.” Tem que rir, né? Quer me encontrar no fim de semana? Avisa antes, porque não fico em casa. Eu não me enturmo fácil? Meu Deus, entrei pra galera, pra uma das melhores turmas que conheci depois de um único dia! Eu ainda falei que não conversava com todo mundo. Que medo de ficar assim (de novo). Até me chamam de anjo da guarda, de tanto que eu converso com a galera, escuto de tudo! Posso ser também a caixa de Pandora, que tal? Minha risada ainda é escandalosa, mas não rio quando sei que não devo. Levo a vida um pouco mais a sério. Ainda tenho meus muitos amores, já defini os três tipos, como prometi e estou bem. Meu coração ainda bate como um caroço de abacate. A felicidade pra mim agora depende de mim mesma. Me preocupo com os outros, mas não tanto quanto antes. Depois de quebrar a cara tantas vezes, tive que amadurecer e pensar um pouco mais em mim, certo? Ainda sou sincera demais, mas me controlo pra não falar besteira na hora errada, de cabeça quente. Até escondo certas coisas por medo de dizer o que não devo. Eu não falo, mas eu tenho feito tanta besteira! Mas tomei consciência disso (tomaram pra mim, me alertaram) e estou mudando na velocidade 5. Sei que isso sim vai ser bom pra mim e pra felicidade geral da nação! Não gosto de ler mais, leio bem menos, bem menos mesmo. Tenho lido muitos blogs e a maioria deles com temas não muito construtivos, se é que me entende. Parei de colecionar coisas bizarras e dar nomes a seres inanimados. O Caic ainda está vivo e fico feliz por isso! Continuo no mesmo ritmo com os Faichecleres e Hellogoodbye, mas de uns tempos pra cá, me empolguei (até demais) com o rebolation. Só isso mesmo pra me ligar por mais de 24 horas. Até a data que escrevi aquilo, eu não gostava de filme, mas expliquei no texto anterior que agora tenho um motivo a mais para querer assisti-los. Tento entender como é possível uma pessoa mudar tanto em tão pouco tempo. Mesmo sem pedir nada, um cara consegue mudar toda sua rotina, seu comportamento. Chamam isso de amor. Não quero falar muito disso agora, talvez em um outro post aqui. Ainda admiro a lua e geralmente é nesses momentos de contemplação que tenho as mais curiosas idéias. Um turbilhão delas! A lua cheia sempre foi única, a mais bonita, mas agora dou uma atenção maior para a crescente. Lembro toda vez do sorriso do gato da Alice. Quem nunca assistiu ao filme de Alice no país das Maravilhas? Em determinado momento, o sorriso do gato em cima da árvore vira a lua, ou contrário, não tenho certeza. O assunto mais chato: escola. Estou menos ligada ainda, mas consigo obter bons resultados. Meu raciocínio está mais lento e esqueço das coisas muito rápido. As disciplinas que gosto e não gosto ainda são as mesmas, mas inglês realmente ficou pra história. A única língua extra que quero aprender é o latim, me apaixonei por ela. Arquitetura ainda está nos meus planos pro futuro. Mas hoje mesmo disse pra alguém (não lembro quem) que ainda é cedo pra decidir, só é preciso pensar. Pra finalizar, quero lembrar que todas as mudanças me fizeram muito bem e devo muito a alguém em especial, que mesmo em pouco tempo, conseguiu virar tudo de pernas pro ar. Obrigada a todo mundo! Eu respirava e andava, agora eu vivo. Será que alguém chegou até aqui? Duvido.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

10 000 a.C.

Esse é o nome do filme que embalou a noite. Nada fez sentido, nada mesmo. Nem o filme, nem os comentários, nem as mãos frias que se entrelaçavam. Mão fria, coração quente. O meu estava – e como! O filme era muito sem graça, pra mim, ou então a companhia era que concentrava toda graça e plenitude do momento. Não entendi bulhufas e ri o tempo inteiro. Exagero, imortalidade, crenças bobas, foi divertido. Ainda mais o final previsto. “Agora vai nascer um pé de couve ali!” Nunca ri tanto. Acho que se fosse comentário de outra pessoa, eu zombaria bastante, mas como foi dele... Ai, fazer o que, né? Poderia ter sido melhor, com ajuda de uma iluminação mais fraca ou um edredom para conservar o calor dos corpos. Coxa a coxa, carinho nos abraços, aperto de mão nos momentos em que aparecia sangue. Engraçado como as coisas são: nunca gostei muito de filme. De uns tempos pra cá, despertou em mim um interesse tão grande. Pra tudo, temos explicação. Tudo começou com um filme – que ninguém viu, mas tudo bem. Filmes serão sempre bem-vindos nesse sonho que, segundo ele, ainda não acabou. Tudo muito bom, tudo muito lindo. Capacidade incrível de chamar minha atenção! Nem sei como explicar. Eu te amo, não tem como esconder nem negar.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Noite

Eu precisava escrever isso. Mas tenho que ser discreta, a pedidos. A felicidade é tão grande, que vou ter que admitir o quanto é difícil ser discreta agora. Nem fui capaz de escrever nada ontem por inúmeros motivos: falta de tempo, alegria demais, inquietação, cabeça a mil! Já falei que estou muito feliz? Desde o fim de semana não conseguia pensar em outra coisa. Mas eu me sentia mal em pensar que não se repetiria. Mas no fundo eu ainda tinha uma ponta de esperança, mas era bem no fundo mesmo. Eu só queria estar ali, não importa como. Do jeito que pedisse, do jeito que quisesse, eu só precisava estar ao seu lado. Como diria minha querida professora, “nas quarta-feiras tudo acontece”. E não é que ela estava certa? Juro que não esperava nada daquilo, queria apenas mostrar que meu interesse não conseguiria mudar nada. Mas conseguiu. Eu ouvi tudo que precisava, até mais que isso! O frio não foi ruim, foi ótimo. Devido a ele, conseguimos ficar mais próximos ainda. Seu cheiro não sai de mim até agora. A conversa fluía normalmente, sem segundas intenções. Mas minha vontade era tão grande que eu não conseguia esconder. Provoquei, sem medo. Mas parei, por medo. Medo de afetar nossa relação, de destruir aquele momento tão bonito. Tudo estava indo tão bem. A lua cheia, a rua deserta. Parecia filme, um de comédia romântica. Por falar em filme, assisti na mesma tarde um de terror, mas eu só consegui rir. Não sei se foi porque não entendi, ou se era muito absurdo ou então era aquele sorriso bobo mesmo, de quem não consegue pensar em nada além... Dele. Voltando ao meu filme. Teve até trilha sonora. Um sujeito qualquer apareceu e tirou do seu violão uma melodia muito bonita pra gente. Bambeei. Até aí, estava tudo bom. Eu não podia imaginar que pudesse melhorar ainda mais a minha noite. Mudamos de endereço, mas não fomos para muito longe. A intenção era ir embora já, porque estava ficando tarde. Sentamos embaixo de uma arvorezinha qualquer. Sentamos não, deitamos. Ficamos olhando pra lua, como se nada mais existisse naquela hora. Acredite ou não, o único barulho era o de um grilo no fundo. Juro! Era um filme mesmo, né? Por um bom tempo ficamos ali, deitados, iluminados pela lua cheia. Não havia maldade alguma ali. E mais uma vez pude contar com o apoio do frio. Tudo me favorecia naquela noite. Comecei a tremer, de frio, de ansiedade, de satisfação. Era muito bom estar ali. Dividimos a mesma blusa então, ficamos mais próximos ainda. Foi quando, por iniciativa dele, aconteceu. Eu pensei em desviar, mas não consegui. Eu queria, ele mostrou que também queria, então não tinha porque desistir nessa hora. Sem charminhos. O espaço entre nós dois era muito pequeno e isso foi melhor ainda. Tudo virou pó nessa hora e sumiu. Única coisa que continuou intacta foi a lua. Tanto o meu quanto o seu coração estavam disparados, resultado que já previa. Disse as coisas que qualquer mulher gostaria de ouvir em um momento desse. Palavras sinceras, eu acho. Se estava me enganando, gostaria de ser enganada a vida inteira. Falou de amor, que me ama, mas que me vê como amiga. Eu já esperava isso também e não me importo, de verdade. Eu também amo, como amigo, como tudo! Nada do que acontecesse ali poderia atrapalhar nossa vida e não vai. As coisas vão acontecendo por acaso. Disse também que isso era agora, nesse momento. Que um dia talvez, quisesse algo mais. Que não seria covarde e não se aproveitaria da situação, nem fazer nada comigo. Porque me ama. Amizade é mais forte que qualquer coisa. Me entende, eu o entendo e somos felizes assim. Disse ainda que eu poderia muito bem parar tudo naquela hora e fugir, com a idéia de que estava apenas me usando. Mas que não era isso, pelo contrário. Estava ali porque queria muito, porque gostava de estar comigo, gostava de mim, gostava de tudo. E eu, da mesma forma gostava dele. ‘Gostei do seu charme, do seu groove, gostei do jeito como rola com você, gostei do seu papo e do seu perfume, gostei do jeito como eu rolo com você’... Foi tudo muito bom e depois de falar tudo que lhe deu vontade, apenas respondi com um ‘relaxa’ e dei um beijo. Um beijo não, o beijo. Eu ia embora, né? Ainda fiquei muito tempo ali, daquele jeito. E se pudesse, ficaria o resto da minha vida, curtindo aquele momento que eu sei que não vai se repetir jamais. Foi a noite! Me senti importante em sua vida, pelo que aconteceu, pelos segredos que me contou, por me colocar agora em sua vida. Não quero nunca perder isso, nunca vou me esquecer dessa noite, nunca. Eu pensava que era feliz, que tinha de tudo pra ser feliz. Mas descobri que ainda tenho muito pra aprender. Quero aprender com você, quero ser feliz com você. É, eu te amo.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Semana

Droga. A semana começa bem na segunda-feira, tudo quase perfeito. A terça já piora com uma leve discussão, mas nada que eu não possa superar. Quarta-feira, tensão total, minha mãe operando e eu aqui, a alguns quilômetros de distância esperando notícias. Tive palestra na escola e decidi minha profissão: bombeiro feminino. Vou praticar meu lado Alzira, descendo pelo cano. Alegria de pobre dura pouco (imaginação também). Não tenho altura suficiente para me unir aos demais. A quarta-feira tinha de tudo pra ser legal e foi, menos do que eu esperava, mas tudo bem. Estava com uma certa vergonha e receio de descobrirem minhas intenções e sem querer descobriram. Vergonha, vergonha, vergonha. Vergonha 263517 vezes! Pra piorar um pouco mais a situação, claro, encontro com a última pessoa que eu gostaria de ver naquele momento. Droga ao quadrado. Era pra ser meia hora de conversa interessante, assuntos mais interessantes ainda. Mas não, isso não foi possível nem por 5 minutos. Tudo e todos invadiram aquele momento e desviaram o olhar e otras cositas mas. A recompensa do dia foi a imagem em papel que pude guardar comigo pra imaginar o que poderia ter acontecido. A tarde de quarta foi legal, divertida. Fotos, fotos, fotos. Criatividade 521461 vezes! A noite já não foi tão boa assim. Droga ao cubo. O desafio foi lançado e não sei como lidar com isso. Não defino como fraqueza, impotência ou algo do tipo. Mas não gosto nem um pouco de disputa. Ou melhor, eu odeio. E assim acabou minha noite, minha quarta. Minha quinta foi normal, nada de extraordinário aconteceu e foi talvez o melhor dia da semana. Hoje, sexta, o última dia útil vai virar o dia mais inútil. Pretendo sair, mas estou com um leve pressentimento de que não vai dar certo. Será porque, né? Nessa falta de sorte que estou, tenho medo de pisar fora de casa. Mas enfim, escrevi isso só pra ter um texto aqui mesmo. Fim de semana ta aí, aproveitem por mim.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Regresso

Depois de um bom tempo sem escrever nada aqui, pretendo voltar à ativa. A vontade de me expressar, a satisfação em fazer isso está voltando aos poucos. O sorriso já aparece no meu rosto seco, o coração já dispara com coisas pequenas. Voltei a ser quem eu era: a eterna boba apaixonada. Me perdoem as besteiras que fiz durante esse curto intervalo de tempo, mas que valeram para uma vida inteira. Exagero da minha parte, mas errei muito em certas atitudes. O que aprendi com isso tudo foi a ser mais dura, insensível, coisa que não combina comigo, definitivamente. O que era pra marcar como uma demonstração de carinho, algo que possa ser chamado de amor pra mim não passa de diversão. Há um tempo atrás, um simples olhar diferente significava tudo pra mim. Hoje não é quase nada. Eu não sou assim e não posso ser assim. Eu mudei muito rápido, não vejo as coisas como antes, as pessoas já não são as mesmas e eu só bato a cabeça contra a parede. Quatro paredes... É sinônimo de sigilo, não é? Nem sempre. Voltando ao assunto anterior. Toda essa mudança seria necessária, mas não esperava que fosse em ritmo tão acelerado assim! Meu Deus, tudo aconteceu tão rápido, minha vida virou de pernas pro ar, está plantando bananeira. Tenho medo. Não, eu não tenho. Se tivesse, não ousaria nem a pensar em fazer tudo que fiz nessas últimas semanas. O ócio também reinou no meu quarto. Minha rotina dentro de casa (o que tem sido raro) é da cama pra cozinha. Estico o fio, passo horas em frente minha tela 15’’, fazendo seiláoquê, sempre encontro algo. Desde pesquisas para amigos até jogar o clássico pacman. Até sonhei com o bichinho comendo minhas coisas. Não faria diferença. Poderia comer também como bônus meus pensamentos. Coisas idiotas, besteiras e malícia. Droga! Quero voltar a ser quem eu era.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Poeiras

Me cobrou um texto, então por que não um texto pra ele mesmo? Nunca disse tudo o que deveria ou queria. Essa é a oportunidade! Posso começar pelo passado, mas nem tão a longo prazo assim. Conheci aos sete anos, mas não tenho lembranças dessa época não. Conclui-se que nada importante, nada significativo aconteceu. Um passado mais próximo: 2007. Mesma sala, mesmo canto. Eu me cansava de pedir silencio e fingia prestar atenção para não conversar. Pra mim era um chato, preguento que só se interessava por bebida e metal. Continua sendo um metaleiro e chato, fato. Mas eu gosto da sua chatice, da maneira como lida com isso. E quando não gosto, ele percebe. E se não percebe, faço questão de mostrar de uma maneira não muito delicada: mando pro lugar onde ninguém gosta de ir. É a dura realidade. Mas deixo claro que gosto de verdade dele. Da presença, da companhia, das brincadeiras, das piadas que eu nunca entendo e nem acho graça, do seu abraço, dos convites e programas bizarros. Gosto do seu papo, das suas idéias contrárias às minhas. Os opostos se distraem. O texto já tá grande. Não vou estender muito, inclusive tô passando muito mal. Coisa de mulher (droga!). Da minha maneira, mas eu gosto muito de você. Não esquece disso nunca.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dia D

Ou dia DR, talvez. O que era pra ser mais um dia comum, se tornou um dos mais especiais da minha vida. O escuro nunca foi tão legal pra mim. Gato mia! Era pra ser só mais um dia qualquer nessa vida que eu levo. Mas não, foi O dia. Nunca valorizei tanto uma conversa como a de ontem. Pratos limpos, roupa lavada, terapia de casal. Discutimos a relação que nem existe (infelizmente). Preguenta, idiota. Fui chamada disso e outras coisas relevantes. Cada um com o seu ponto de vista, certo? Mas disse que isso combina comigo e que odeia isso. Raciocinando, organizando as idéias: ele gosta de mim, mas odeia meu jeito. Mas se eu mudo, evito fazer o que o irrita, ele passa a não gostar da minha presença. E ainda pergunta se eu consigo entender. Até tento, juro! Mas não dá, é muito difícil. Mas vindo dele, nada é fácil. Tudo bem, o interessante e importante agora é como estamos: bem. Enfim, foi muito legal e me sinto (quase) completa. Satisfação pessoal.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Mau humor

Eu não quero ver nada, não quero ouvir nada, não quero dizer nada. Entenda como quiser: péssimo humor, isolamento social, medo, momento de reflexão. Se eu não consigo dizer o que é, muito menos você conseguirá. Nem sinto meu corpo direito, tudo dói, dentro e fora. O frio agora já é psicológico e tudo parece sem cor. Me sinto como se estivesse o tempo todo em um beco abandonado, onde fezes e urina exalam um odor desagradável. Feito filme americano, nas noites sombrias, sabe como é? Isso me dá medo, mas talvez seja um ambiente melhor que a vida real. Que diabos está acontecendo comigo? Depois de contar o quanto foi legal minha tarde de segunda-feira, eu vivo isso? E eu, não vou nada bem.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Juízo nenhum

Dão sei se é início de gripe, ou só um resfriado. Isso dão importa, estou falando pelo nariz, só isso. Beu dia voi legal, buito legal. Deixei o juízo em casa e saí pra passear. Valeu a pena. Me superei e superaram minhas expectativas. A tarde que eu deveria ter passado estudando, troquei por algo bem mais interessante. Andei muito e cansei. Mamãe até perguntou se eu torci o pé porque estava mancando. Segurei para não rir e mantive o semblante sério e cansado. A seriedade foi difícil, porque eu estava rindo o tempo todo, sorriso bobo, sem muitas explicações. Já o cansaço, não dá pra esconder mesmo. Fadiga. Dores no corpo todo. Mas repetindo, compensou o esforço. Uma pena encontrar com a ultima pessoa que eu desejava no momento. Não que isso tenha sido ruim, pois é sempre muito bom ver quem a gente gosta. Mas essa não era a hora, nem o lugar para tal encontro casual. Enfim, mais uma vez, beu dia voi legal. Buito legal!

sábado, 14 de junho de 2008

Acidente

Para meu amigo, seria pura emoção. Em pleno sono da tarde, para compensar a noite anterior, o interfone tocou. Era uma vizinha, solicitando minha presença urgente na esquina. Um acidente com um velho conhecido, bateu de frente com um caminhão, estava de moto. A moto nem dele era, mas ele estava regular com sua habilitação. Odeio esse tipo de coisa, porque sempre tem sangue envolvido. Mas ninguém sabia como e quem procurar, já que eu era a única pessoa que o conhecia. Ao me aproximar, só consegui ver o rosto e reconheci, era quem eu pensava mesmo. Os bombeiros imobilizavam o corpo. Nada muito grave, apenas cortes. Um deles profundo, na perna. Minhas pernas bambearam, meu coração disparou. As pessoas que cercavam o local queriam mais detalhes. A única pergunta que eu conseguia entender era “já avisaram a família?”. Cheguei a uma pequena distância e vi que ele estava bem, apesar dos ferimentos. Recusava em passar o telefone para aquele monte de estranhos e se sentia incomodado com a curiosidade dos outros. Ao me ver, deu um leve sorriso. Perguntei como eu poderia entrar em contato com sua irmã, qual o número do telefone. Silêncio. Insisti mais uma vez e perguntei se ele estava me reconhecendo. Resposta: “claro, eu estava indo te ver”. Isso tocou bem fundo em mim e senti um aperto no peito. Quando percebeu que eu estava lá, passou o número que todo mundo queria. A pergunta dos curiosos então era “quem é essa?”. Isso era o que menos importava na hora. Conversei, com calma, tentando passar tranqüilidade para a irmã. Acho que funcionou, ela não entrou em desespero. Vi o carro do corpo de bombeiros levando-o ao hospital. Levei para casa os pertences pessoais e seu capacete. Em poucos minutos, a policia chegou para fazer ocorrência. Se eu fosse maior de idade, até me responsabilizaria. Entreguei o capacete para ajudar os oficiais. Tudo se resolveu rápido Tomei a famosa água com açúcar para me acalmar um pouco. Agora tudo está bem, fora o restante dos curiosos e mais alguns que chegaram. Olho pro lado, vejo seu chinelo e me dá um aperto. Ele vai voltar pra buscar e isso me deixa feliz. Espero que esteja bem, que nada tenha acontecido. Pelo menos nos encontramos, era essa a intenção. O susto foi grande, a emoção maior ainda. Melhoras, querido.

Sábado 14

Se hoje é sábado 14, deduzimos a data anterior. Afinal de contas, sexta-feira 13 dá sorte ou azar? Até então eu acreditava na sorte, mas depois das coisas estranhas que me aconteceram, não mais. Aparições, coisas estranhas aconteceram. O player do computador desligado e a música ainda tocando (sem contar que os comandos eram também obedecidos), o Messenger que abre sozinho, as pessoas que adivinham quando precisamos falar alguma coisa, enfim. Muito estranho tudo isso. Mas gosto disso. Sextas-feira são legais e o número 13 também. Não cruzei com gatos pretos, não passei por escadas, nem fiz nada que as supertições alertam. Será isso mesmo verdade? Melhor nem tentar. A noite foi legal, regrada a vodca e companhias agradáveis e hilariantes. E hoje estou aqui, com (muito) sono e me preparando para a Olimpíada Brasileira de Matemática. Única coisa que sei agora é que 2 e 2 são 5. Nada mais, mas o importante é ser feliz. Droga, essa frase pega. Para finalizar, filosofia: se nada der certo, viro Tosco e vou pra Praga. Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia dos namorados

Maldição! Maldita solidão, maldita carência, maldito namorado que não existe. O que era pra mexer só com os bolsos, mexe agora com os sentimentos das pessoas. Até então, eu só conseguia ver o dia dos (sem) namorados como mais uma das muitas datas capitalistas. Mas não, agora o presente nem é tão importante quanto a figura do parceiro. É o décimo quinto dia 12 de junho que passo sozinha, ignorando o fato de que quando passei acompanhada... Ignore também. É isso mesmo, não vou repetir a história aqui porque não tem tanta importância. Mas isso vai ser um trauma, tenho certeza! Vou lembrar disso por muito tempo ainda. Acredita em karma? Eu sim. Imagino que os próximos anos serão a mesma coisa. Posso arrumar um companheiro poucos dias antes e na véspera perdê-lo. Por que estou me importando com isso? Por que justo o dia 12? Qual a diferença de querer comemorar e presentear (em alguns casos) nesse dia ou em outro dia qualquer do ano? Capitalismo, maldito capitalismo. Nunca vou esquecer dessa teoria. Voltando à companhia... Quando não tem alguém do seu lado (como é o meu caso), aproveite com uma das muitas opções de lazer que vão surgindo. Mas onde quer que você vá, sempre terá um casal apaixonado pra te deixar mordendo os lábios de vontade. Saia com os amigos. Não de sexo oposto heterossexual. Isso pode ser muito arriscado. Nesse dia você (nem ele) vão se responsabilizar pelos atos e acabam fazendo besteira. Coisa brega essa coisa de dia dos namorados! Quer dizer então que os outros 364 dias do ano são dos solteiros e casados? Interessante. Então, se você se encaixa nessa situação, aproveite os outros 364 dias do ano. Seja feliz com ou sem namorado!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ano

365 dias, 8760 horas, 525600 minutos, 31536000 segundos! É muito tempo para tão pouco. Fazendo uma proporção: foram únicas 3 vezes, logo 1 a cada 4 meses. Uau! Números assustam, não é verdade? Chamam a atenção, no mínimo. O normal seria esquecer de tudo nesse intervalo de tempo, mas não... Cada detalhe, cada palavra, cada gesto, tudo fica na memória. Não houve entrega total, muito menos recíproca. Nunca houve! É chato ter que admitir novamente o quão importante foi pra mim tudo isso. Meu coração que era quentíssimo, gelou (como o dele sempre foi); meus sentimentos que nunca eram escondidos, agora estão todos empacotados na minha cabeça. É algo que nunca vou sentir por ninguém nessa vida. Não digo que é o amor eterno, mesmo porque não acredito nisso. Mas é um sentimento único, insubstituível, talvez. Não tem como explicar, não tem o quê falar, uma vez que já falei bastante em um outro texto aqui (Inocência). Não me faz bem falar disso, bate uma... Saudade, talvez. Mas afinal de contas: do que eu gosto? Seria da pessoa, da presença, da companhia, do quê mesmo? Não existem motivos óbvios, razões convincentes para tanto... Apreço, admiração. Seria capaz de muita coisa para que desse certo, mas não tenho certeza de mais nada. A única certeza hoje é a de que independente do que aconteça, eu sempre vou sentir isso por ele. Por dentro, eu me canso dos julgamentos e só quero assumir minha fragilidade. Mas o necessário é descartar todas as lembranças, boas e ruins, e ainda bem, conto com a ajuda de muitas pessoas. Até quando vai durar isso? Estou no caminho certo? Tem limite pra isso? No mais, obrigada por tudo, por (não) fazer parte da minha vida durante todo esse tempo. Um final feliz... Penso que se tá assim (nada bem), é porque não chegou o final ainda. Mas alguém pode prever quando isso acaba? Tenho pressa. Que se acabe logo, que suma da minha vida. Ou, para o final feliz de contos de fadas, que se entregue de uma vez. Que o destino seja justo. Que eu me descubra. Que eu entenda o que acontece. Que meu sentimento seja reconhecido. Que compreendam que não posso controlar. Que eu consiga ser feliz! Nada mais.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Amor

Engana-se quem pensa que amor é amor e pronto. Amor não é só de homem e mulher (ou no mundo moderno, de pessoas do mesmo sexo). O amor tem três faces, ou fases, como preferir. Uma se difere da outra de acordo com a intenção que temos com o outro. Eros. É o primeiro estágio e pra mim, o mais complicado. É querer ter, geralmente pelo físico da pessoa. É um amor onde você deseja tanto a pessoa, que acaba esquecendo de você mesma. É, na maioria das vezes, um amor platônico. Não por ser alguém longe da realidade, mas por haver algo que impeça que se concretize. É o desejo, a vontade de estar junto, contato físico, intimidades, trocas de carinho. Não é comum enxergar as qualidades interiores, pois o que se quer está por fora mesmo. É o amor entre homem e mulher, pensando em demonstrar sempre com um beijo ou algo mais. Pode-se comparar àquela fase do amor à primeira vista, onde o casal se conhece e interessam um pelo outro. A segunda fase, Filos, é mais ou menos o namoro de um casal, onde a atração se dá não só pela parte externa. Começam a se conhecer melhor, a descobrir qualidades (e defeitos também). O desejo agora não é carnal, é muito mais. A pessoa só é feliz se estiver com aquele(a) que ama. Sua felicidade é compartilhada e ao mesmo tempo dependente do outro. É nessa fase em que descobrem o ciúme e a carência, dentre outros sentimentos. Perto, é euforia total, conforto, felicidade. Longe, bate a saudade, momentos depressivos são comuns. Bipolaridade? Quase isso. E por fim, o amor Ágape, o mais bonito e sincero de todos. A felicidade agora não depende da presença da pessoa em carne e osso. A pessoa é capaz de abrir mão da sua felicidade pelo outro, se sente bem em fazer o bem, não precisa do contato físico porque só em pensamento é capaz de se satisfazer. Incondicional. Nunca se faz algo pensando em receber outra coisa em troca. É o amor de mãe com filho, o de Deus que perdoa até seus maiores inimigos, o de amigos de verdade, o sentimento mais bonito que uma pessoa pode sentir na vida. Já passei por todas essas fases e estacionei em algumas. Acho que depois de ler isso, todo mundo se identifica com uma delas. Plante amor pra colher amor, seja qual for.

domingo, 8 de junho de 2008

Pseudonamoro

Dia dos namorados próximo e eu não conseguiria ficar sozinha. O ano passado foi um pouco decepcionante. O dia que deveria ser de comemoração, foi o dia D: do término. Traumático, não? Dá pra agüentar. Mas voltando ao presente e chutando o passado pra bem longe... Arrumei um parceiro, um amigo pra me fazer companhia no dia doze. A idéia foi aceita na hora! E como eu nem desconfiei de nada? Como pude? Como ele mesmo definiu: um cara cético. Muito estranho aceitar tal brincadeira tão facilmente. Um pseudonamoro me leva a algum lugar? Droga de carência! E agora ele simplesmente me diz que é mais do que uma brincadeira pra ele, que ele sente algo de verdade por mim. Aí me perguntam: “o que você vai fazer agora?” Alguém pode não perguntar e me responder? O que eu acho correto é fingir que não sei de nada. Não quero perder a amizade bonita que a gente tem, porque ele é importante pra mim. Todo mundo separa: os pra ter algo por um dia, os pra levar a sério, os que não merecem nada e os amigos pra vida toda. E nesse último grupo é onde ele está incluído. Logo, ignoro a situação, finjo que não sei de nada e fica tudo bem. Tudo bem pra mim, né? E ele, como deve ficar nessa história? Espero que tenha me entendido, que pra mim é só uma brincadeira. E se achar melhor, terminamos (o namoro ou a brincadeira, não sei). Eu precisava de alguém que realmente gostasse de mim e ele sabe disso. Mas não podia ser ele, meu amigo! Ai, tá complicado. Vai ficar tudo bem, tenho fé. E resgatando o passado, acredito que este dia dos namorados será melhor que o anterior. Mesmo com lembranças vindo à tona. Traumatizada!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Acampanglo

É história demais pra contar, fica até difícil escrever porque não se sabe por onde começar. Como o relato será de três dias, já é de se esperar um texto grande, como tem sido os últimos aqui. O ônibus. A galerinha do fundo se achando, a da frente mal se enturmava e eu estava em posição intermediária, mais próxima do fundo. O funk proibido rolava e o truco começou. Eu, na posição de biriba, já pulei os bancos para jogar, mas não durou por muito tempo. Coisas de mulher... Precisei deitar e ficar quieta (o que é bem difícil pra mim) pra dor passar. Alguém notou como eu estava e isso me deixou tão feliz. Toda a atenção que ele tem quando você menos espera é muito legal. Foi o primeiro de muitos momentos bons com ele. Em volta só tinha pessoas que me faziam rir (o que não era tão difícil assim). A viagem foi longa, mas não cansativa. Chegando no local, as malas me carregavam e já pude ver algumas poucas pessoas na entrada (tinha gente jogando buraco e me deu vontade de sentar com aquele povo). Quanto mais eu andava, mais gente eu via. De longe, pude reconhecer pouquíssimas que conhecia por foto (isso é algo incrível porque não enxergo muito bem, muito menos sem meus óculos). Minha turma escolheu o lugar e nós, as meninas, contamos com a ajuda dos “homens” na montagem das barracas. Peguei minha blusa que mais servia de vestido, separei a roupa e me preparei para o frio. Banho. Era disso que eu precisava. Um bem tomado, quente e demorado me faria muito bem. Não deu nem cinco minutos debaixo do chuveiro e a luz acabou (acredite, é verdade) e foi só naquele apartamento! Explicando o termo “apartamento”: estávamos acampados mesmo, mas uma santa professora de alma boa deixou usar o banheiro dela para maior privacidade. O banheiro coletivo de todas as barraqueiras era imundo e muito aberto. Voltando ao banho de água fria (literalmente), isso não foi tão assustador assim não. O frio do lado de fora não era exatamente o que eu esperava, era bem menor. Todos prontos e cheirosos (com alguma exceções, claro), todas as unidades se reuniram para a apresentação. Equipe verde. Como as coisas acontecem rápido né? Devíamos cumprimentar com um aperto de mão, um abraço ou um beijo no rosto. Olho pro lado e me deparo com um beijo de novela das oito que passa às nove. UAU! Até o monitor viu e fez questão de comentar no microfone. Isso é que eu chamo de interação. Já estava cansando daquele bla bla bla e prefeir esperar pelo luau na minha barraca. Acompanhada pelo atencioso do ônibus. Papo sério o que tivemos e foi muito bom. Luau? Tava ruim, não superou minhas expectativas. O frio aumentava e o som que me chamava atenção era o de rodinhas de violão. Vamos pra barraca! Dez pessoas, o dobro da capacidade. Homens e mulheres misturados, mas sem nenhuma maldade. Maldade foi o que nos fizeram. Qual o motivo de nos tirar dali pra nos colocar no sereno, naquele frio ao som de músicas não apropriadas para um luau? Suspeitavam de alguma sacanagem ali dentro por haver pessoas heterossexuais de sexos opostos em um lugar apertadinho, calor humano. Esqueci do detalhe: no canto, a conversa atenciosa, séria e legal continuou. Eu só pensava como nunca pude conhecer melhor aquele cara. Ele era muito mais do que eu imaginava, tava sempre ali do meu lado e eu nem dava atenção. Atenção... Tudo que precisava! Voltando para a festinha, acabei conhecendo uma galera legal, reconhecendo outras pessoas e foi até divertido. Nossa cidade era a que mais se misturava, que mais queria conhecer gente nova e era essa a diferença. Não me incluo muito nesse grupo sociável, mas pelo meu jeito mesmo, porque vontade eu tinha. Toque de recolher. Quando tudo ficava interessante... A regra era simples e clara: quatro da manhã, todos (XX com XX e XY com XY) deveriam estar na barraca, conversando ou não, dormindo ou não. Começa o inferno. O sono me comia e eu já ficava nervosa. Eram piadinhas e comentários tão idiotas que todo mundo ria. Eu queria dormir, só isso! O segurança, pelo que parecia, estava (muito) mais nervoso que eu. “Não sou sua mãe; olha o nível descendo; vamos respeitar aí, gente; amanhã Itaúna vai ter amolação, se não deixarem os outros dormirem, vou tirar vocês daí” eram algumas das frases que ouvi. Ninguém queria saber de nada! Não era só a bebida que tinha alterado a alegria não, não podia ser. Todo mundo ria de tudo, achavam graça na fala do segurança e do monitor que foi chamado no local. Por um tempo, cochilei e quando comecei a dormir (ainda ao som de risadas e pedidos nem um pouco educados de silêncio) senti algo estranho nas minhas costas. Sei que foi sem querer, mas chutaram minhas costas. Percebi que dormir naquela noite seria impossível e resolvi então ficar acordada e tentar entrar na brincadeira. Como minha amiga disse, quando eu boto na cabeça uma coisa, não tiro por nada. E naquele momento, eu não acharia graça em absolutamente nada. Me lembro bem do momento em que meu amigo atencioso (sim, agora já o considerava meu amigo) disse o quanto era ruim ver tanto desrespeito naquele lugar. Menores de idade bebendo e fumando (nada contra) e ele, tinha simplesmente que esquecer sua posição de cumpridor da lei. Legal sua atitude de não fazer nada, mesmo querendo, porque prejudicaria quase todos. Um momento horrível. Uma ligação para um dos barraqueiros com a notícia de que aqui, na cidade um acidente fez uma vítima fatal. Era um amigo, um colega de muita gente que estava acampada. Muito choro, desespero, foi triste. Ninguém dormiu depois da ligação. O dia amanheceu, procurei o sol nascente, mas as nuvens o escondiam. O frio era de trincar e procurei logo meu chocolate quente. Aos poucos, todos acordavam e faziam uma grande fila para o misto frio no pão de sal. O dia passou depressa. Eu já estava me enturmando e interagindo com outros alunos. No fim do dia, depois de muita dor no corpo, muita massagem e cochilos para compensar as horas de sono perdidas, organizamos de última hora um churrasco. Cinco reais era a condição para participar e era difícil recuperar com carne. Me senti no tempo das cavernas, disputando a caça para sobreviver. O tempo era curto e ninguém ligava em comer carne crua. Começamos a nos preparar para o baile de máscaras (a expectativa foi tão grande, mas nem tava tão legal assim). Tinha terrorista, bruxa, monstro, carnavalescos e até máscaras de séculos passados. Alguns nem precisavam usar máscaras, eram a própria figura, um personagem. Cheguei a comprar uma, caso o uso fosse obrigatório. Ainda bem não precisei usá-la. O cansaço, o sono, o frio e a timidez me puxaram para a barraca e lá fiquei. Não participei da “balada” e não me arrependo disso. Essa noite sim eu consegui dormir, sem interrupções. Quando acordei, já era dia, sol já estava alto (mesmo que escondido nas nuvens) e a fila pro café era grande. O clima, quase que para todos, era de despedida. Não tínhamos hora certa pra ir embora, mas sabíamos que o fim estava próximo. Aproveitar os últimos momentos, era isso que a maioria queria. Resolvemos acabar com a carne do dia anterior e demos falta do carvão. Depois de procurar por todo o clube, uma alma caridosa (ou de consciência pesada) cedeu um saco cheio para que pudéssemos divertir. E assim o fizemos. A chuva ameaçou a cair e por sorte, as barracas já haviam sido desmontadas. Apenas reunimos os pertences pessoais em um canto e logo levamos para o ônibus. O clima de despedida tomava conta do lugar. Assim que terminamos o almoço, já procuramos cada um o seu lugar no ônibus. A volta foi bem mais tranqüila que a ida. O cansaço, a preguiça era geral. Mas como em toda viagem de escola, teve aquela farra. Minha localização no ônibus era mais no fundo, onde todo mundo queria realmente dormir. Alguns até conseguiram, outros tiraram um cochilo (meu caso) e teve um que entrou em sono profundo (sortudo). O tempo passou mais devagar, mas nem por isso a viagem foi cansativa. Enfim na minha cidade, com minha mãe já me esperando. Ah, minha casa, meu quarto, uma tomada disponível, minha cama, meu cactus, meu sapinho, Nesquick, Tuba, Internet, orkut e blog. Uau! Amo muito tudo isso! Aventura nenhuma me faria esquecer do quanto é bom o conforto de casa. No mais, gostei de tudo, adorei. A propósito, como é bom um colchão macio, né?

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Quarta-feira

É tão sem graça sem aquela companhia de sempre. Frustrante contar de sete a um toda semana, aguardando ansiosamente pela quarta-feira e quando está a poucas horas ouvir um "dessa vez não vai dar". Tem os motivos, eu sei, entendo, mas de qualquer forma foi triste. Estou vivendo aqueles dias que toda mulher tem e isso colaborou para que eu me chateasse. Fico pensando se com ele também é assim, se ele também espera toda semana pela sagrada quarta-feira. Eu fico guardando tanta coisa comigo pra poder contar pra ele, só pra ele. Ele me ouve, me entende, me aconselha, me chinga, briga comigo, me faz rir, não me deixa chorar e por isso e mais um monte de motivo é que ele me faz tão bem assim. Se estivesse ao meu alcance, eu faria o (im)possível para estar o tempo todo do seu lado, no seu colo, que muitas vezes considero meu divã. Nem tem tanto tempo assim de uma relação mais afetiva, mas eu posso dizer uma coisa: foi com ele que dei minhas melhores risadas, ganhei a melhor massagem, dei atenção às melhores piadinhas idiotas, dei meus melhores verdes, fiz as melhores dancinhas, passei meus melhores dias, ouvi as melhores palavras. É muita coisa pra listar aqui, então, poupando linhas desse texto: é o meu melhor amigo. Como se ninguém soubesse. Enfim, sem sua casa, sua família, suas brincadeirinhas certas vezes até sem graça ou incovenientes, suas doses de vodcka, sem suas sábias palavras e conselhos oportunos e proveitosos, não sei o que seria de mim. Minhas quartas-feira, digo, minha vida sem você nunca seria a mesma, jamais.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Minha culpa

Por que tudo isso de uma só vez? Talvez sirva de lição. Lição? Lição de quê? Não faço a mínima idéia do que estou falando aqui. Esse talvez seja o mês mais agitado da minha vida, nunca tive tanta história pra contar, sabe? Isso é bom (ou não?). Vamos analisar os fatos: pessoas apareceram e sumiram – isso não é legal, não mesmo. Por que tudo foi tão rápido assim? A culpa deve ser minha, só pode ser minha porque sempre é minha, única e exclusivamente minha. Minha! Se isso não fosse mais um texto escrito, provavelmente minha voz seria estridente agora. Voltando ao pronome possessivo, minha consciência, minha cabeça e meu orgulho não me permitem muitas vezes com que as pessoas certas permaneçam por muito tempo em minha vida. Pensando por um outro lado, valeria mesmo a pena continuar valorizando tanto como eu valorizei? Agora isso não tem a mínima importância. Aquele clichê se encaixa perfeitamente: “foi bom enquanto durou”. Admiro muito (invejo até) a capacidade que têm de mostrar somente o lado bom, somente qualidades e esconder tão bem todos os defeitos. Cega fui eu (talvez de amor, talvez por preocupar comigo e só) de não conseguir ver além disso tudo. Enfim, outros fatos devem ser analisados. Lá vem a síndrome de culpa: seria minha culpa perder aos poucos alguém por quem eu daria minha vida? Poupo as descrições sobre ela. É sem querer, mas as ocasiões fazem com que isso seja o correto. Por que eu temo tanto a reação de alguém que sequer olha no meu olho (por medo, talvez)? Aliás, acho que o medo maior vem dessa segunda pessoa, medo de perder a primeira que apenas faz bem enquanto tá perto. Ninguém vai entender isso direito, só ELA mesma. E nesta terça-feira (in)felizmente consegui falar isso tudo diretamente, sem sinais, sem olhares, mas com toda sinceridade essencial nessa hora. Foi melhor, pra todos nós, tenho (quase) certeza disso. Enfim, esse é apenas mais um caso complicado. E de casos complicados eu entendo... Tudo poderia ser tão mais simples, né? Mas se a vida fosse simples, não teria graça. Graça. Usei bastante essa palavra em uma conversa sobre aquela minha paixão perdida, aquele caso mal resolvido. Chego a ficar com dúvidas: será mesmo que gosto de verdade? Ou será que apenas relembro (com muita saudade, por sinal) em momentos difíceis, de extrema carência, quando preciso de alguém? Ou será então que simplesmente é um caso cheio de graça por ser tão complicado? Aposto na terceira hipótese. Se tudo se resolvesse agora, perderia toda a graça. Tá aí! Não tenho pressa para que nada se resolva. Ou tenho... Se isso for mais um dos meus enganos, tudo que mais quero é que se acabe logo – rápido! Reli todo esse texto agora e conclui que não estou falando coisa com coisa. Devo estar ficando louca , mas falei uma pequena parcela do que precisava. Acredite, tem muito mais! Mas já me sinto mais leve e isso sim, é bom. É a minha, única e exclusivamente minha saída! Sem culpas nem desculpas...

domingo, 25 de maio de 2008

Exposição

Não faço idéia de quando isso começou, muito menos o por quê. Já procurei explicações comigo mesma, mas deve estar bem escondida. Minhas noites mal dormidas não me levam a lugar algum, não encontro solução para as inúmeras reclamações que tenho ouvido. Mudanças? Em que sentido? Humor é algo que muda constantemente e já repeti tantas vezes... Eu não sou aquilo que tento parecer. Essa minha aparência triste, calada, com falta de interesse não é bem isso. Só estou revendo alguns dos meus conceitos e mudei meu jeito. Mas não era nada pessoal, era unanimidade. Continuo sendo a mesma pessoa, mas certas atitudes mudaram com todo mundo, não com uma ou outra pessoa. Escrever pode ser algo perigoso, ainda mais quando se tem um destino certo. Pode ser que quando a pessoa leia, o que foi escrito não seja mais aquilo que queria dizer. Dá pra me entender, né? “Não vou”... Percebi que estava chateando por estar (com motivos) fora da programação do meu fim de semana. Tentando consertar meu erro, queria simplesmente fazer um programa legal, coisa que não fazíamos há um certo tempo. Enfim, foi essa resposta negativa que ouvi, uma rejeição que eu realmente não esperava. Mexeu comigo, não vou mentir – nem insistir. Pode ser que alguém, quando ler isso, considere muita exposição sobre minha vida. Mas acredite ou não, eu não sou única. Por falar nisso, outro fato que me maguou (talvez isso até sirva para revidar) foi as observações em negrito, itálico, enfim, formatação diferente no final de um texto. Indiretas são legais, concordo. Mas só me agradam quando você já até desconfia e envolvem críticas construtivas. De certa forma entendi que eram indiretas pra mim e ficaria muito mais aliviada se me dissessem o contrário. “Posso contar nos dedos”. Tudo bem que essa é uma frase que eu carrego sempre comigo e acho mesmo que amigos de verdade podemos contar nos dedos. Mas depois de ler aquelas linhas que falavam de falsidade, confiança e amizade (coisa que ainda acho que era pra me atingir), fica difícil compreender. Fiz tudo que pude para ser ‘ a ‘ amiga e quero muito que reconheça isso, mesmo que não me considere mais sua aliada (é essa a definição de amigo em um dicionário). Foi com essa companheira que dei risadas espontâneas e escandalosas, que fiz os piores comentários sobre tudo, que compartilhei meus maiores segredos, minha vida. Foi por ela que sacrifiquei minha felicidade e fiquei bem rápido para não afetar nossa relação. Dá pra me acompanhar? Tudo que eu mais queria agora (e estava realmente disposta) era substituir cada expressão triste por um sorriso largo (tanto meu quanto dela). Por mais distante que eu pareça estar, é do seu lado que eu estou o tempo todo, é em você que eu penso toda hora. Reconheço que é típico do ser humano lembrar só de erros, vacilos numa hora dessas. Um favor só! Pense em tudo, tire lá do fundo tudo de bom que fiz por você e pra você. Mesmo você não acreditando, mesmo eu não demonstrando quando se faz necessário, quero te lembrar que se tem algo que com tudo isso, se tem algo que não mudou é o meu amor por você. Com toda minha seriedade e sinceridade, eu te amo! Não me canso de repetir, mesmo você não entendo isso. Eu te amo!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Inocência

Posso colocar pra fora um sentimento meu? Prometo que não vai ser vomitando igual ontem. Sim, eu vomitei (que vergonha). Vodka e leite não combinam, sabia? Cheguei em casa e fui beber água. Mas por engano peguei o leite, por isso vomitei. Dois copos de vodcka foram suficientes para me deixar alegre, podemos dizer assim. A noite foi legal, as companhias eram agradáveis e eu gostei. Isso até determinado momento, quando eu quis ir embora. Todo mundo me entendeu e não me deixaram ir, logo fiquei mais um pouco. Até aquele cara que mal me conhece entendeu o motivo e acho que riu da minha cara. Pode rir, eu sou mesmo uma idiota. Niguém consegue explicar o porque de tanto apreço assim por alguém que não dá a mínima. A tática funciona: provoque, irrite e cada vez mais o outro vai querer. Quanto mais ele me ignora, mais quero insistir; quanto mais ele se afasta, mais perto quero ficar; quanto menos atenção ele dá, mais eu quero tentar. Queria tanto, mas tanto ficar por mais de cinco minutos em contato físico, sabe? Mas isso é uma coisa muito difícil. E onde fica toda aquela atitude minha nessa hora? É só com ele que eu tenho timidez, medo da reação. Tem uma força que me atrai pra bem perto, mas se a distância é muito pequena, uma outra força me empurra pra bem longe. É como a lei de atração, entende? Os opostos se distraem... Enfim, é uma coisa bonita, vem lá do fundo, de verdade. Meu Deus, se ele ler eu morro! Como eu coloquei no título, é algo inocente, por mais sacana que seja. Controvérsias em minha fala. Mais todo desejo fica só em pensamento e eu só queria um quarta oportunidade. Arriscar pode ser bom (pra mim, pra ele ou pros dois, não sei). Eu gosto dele! Agora vou encerrar e procurar informações sobre o que fiz na noite passada. Medo...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Sobre mim

Já me definiram de várias formas, mas ninguém me conhece o suficiente para afirmar muita coisa. Ciumenta, é o que todos dizem e estão certos, admito. Muitas vezes passa de ciúme para possessão e egoísmo, coisa que eu tento mudar porque sei que não é bom. Já procurei tratar disso, mas desisti. Não sou adepta do blush, do rímel e de unhas bem feitas toda semana. Vaidade não é muito meu forte, nem por isso sou infeliz, me sinto bem desse jeito. Meu cabelo: na verdade é um louro acinzentado, mas cansei. Agora pinto constantemente de preto, mas ele está avermelhado. Enfim, não é muito bom, mas eu gosto dos meus cachos. Levando para um outro lado, meu cabelo é sensível. Me disseram que é meu ponto fraco. Não é, mas tenho uma sensação agradável quando me fazem um cafuné – bem feito, de preferência. Por mais que não pareça eu sou tímida. Não, eu não sou. Sou como todo mundo: timidez nula com os amigos, com as pessoas próximas. Para ser próximo não precisa de muito tempo, me conquista fácil. As pessoas se tornam especiais para mim numa rapidez incrível! Meus amigos... Seguindo a teoria da minha mãe (repassada de geração a geração), amigo mesmo de verdade são pouquíssimos, não enche uma mão. A certeza dos amigos eternos é única, não encontrei mais que um, ou melhor, uma. Calma, ainda há tempo (e muito) para encontrar os outros quatro. Mas não vou desprezar os companheiros, amigos interinos, tanto os que já passaram pela minha vida quanto os que ainda estão do meu lado. Obrigada. Deveria ter falado da minha família primeiro, né? Tudo bem. Isso é algo que prezo muito, eu amo minha família. Pai e mãe, sem comparações. Até escrevi um texto aqui só pra ela e em agosto será pra ele. Rafaela, minha pequena que tá crescendo e que eu amo tanto. Luiza, é um carinho que não tem como explicar, mesmo que disfarçadamente, eu amo também. Agradeço a um certo amigo que mudou minha cabeça em relação a tudo isso. Não vou falar de todo mundo, mas deixo claro que não teria sentido a vida sem eles: tios, tias, avós, primos... Não sou do tipo que freqüenta festas todo fim de semana, que se enturma fácil, que conversa com todo mundo. Mas tento ser simpática, mesmo com esse meu perfil um pouco anti-social. Lembro com muita saudade da minha infância, eu era feliz e não sabia... Odeio minha risada, é escandalosa e incontrolável. Rio quando não posso, acho graça em tudo. Piadinhas idiotas me fazem chorar de rir. Amores e paixões. Tenho vários, inclusive um platônico. Não é por artista de TV, não é cantor, é alguém que conheço mesmo, de carne e osso, ao vivo e a cores. Só a idéia de tê-lo, só de pensar nele já me sinto bem. Se a teoria passar para a prática, perde a graça. Eros, ágape e filos. As três faces do amor. Posso definir em um outro texto cada uma delas e afirmo que todo mundo já sentiu todas. Já falei aqui sobre um princípio que ainda sigo: coloque a felicidade dos outros na frente da sua. Não consigo me livrar disso e sei que vou carregar comigo até o fim. Sincera. Eu sou até quando não devo, ultrapasso os limites. Falo o que penso, devendo ou não fazer isso. E peço desculpas quando reconheço que errei. Erros. Virou rotina! Não passa um dia sem que eu faça algo errado, diga coisas indevidas. Sou uma burra, idiota – 10 vezes. Me odeio por isso, já cansei de bater a cabeça, decepcionar, quebrar a cara, cair do cavalo. Literalmente. Já cai e a cicatriz nas costas não me deixa mentir. É horrível, me incomoda e coça de noite. Enfim, o tombo foi feio e eu desmaiei porque não posso ver sange. Fraca, muito fraca, eu sei. Devido a essa hemofobia não como mais frango. Meus medos? Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo do fim do mundo, tenho medo de magoar as pessoas que gosto e perdê-las por isso, medo de viver sem uma tomada por perto, medo de não ser o que as pessoas querem. Eu leio dicionários, mini-dicionários. Já li o de português quatro vezes, o de inglês e espanhol uma única vez. É um vício, entende? Mas há um tempo já eu não leio, ainda quero ler aquele grosso de páginas amareladas que fica guardado na estante da sala. Tenho muitas manias, uma delas é escrever besteira tipo essa aqui. Coleciono as coisas mais bizarras. Acredite, já tive coleções de batatas. Cada uma tinha sua identidade, todas começando com a letra B. Bia, Babi, Berenice e por aí vai. Foi divertido enquanto viveram. Isso é carência, não posso ter bichinhos fofinhos dentro de casa. Logo, trato seres inanimados como tal. Atualmente, cuido do Caic, meu cactus. Ele caiu da mesa e está deformado, mas ainda crio ele. Todos (ou quase todos) meus objetos de valor sentimental ou material tem nome e alguns até sobrenome. Busco inspiração nas músicas, como por exemplo Tuba Caruso, meu notebook. Momento multimídia. Tuba é baterista de uma banda que eu amo de paixão. Minha preferência musical varia de acordo com meu humor e disposição, mas sou fiel aos Faichecleres e a Hellogoodbye. Eles têm música para todo e qualquer momento. Talvez esse seja o motivo da minha enorme admiração. Não tenho muita paciência para ver filmes, geralmente durmo e perco a melhor parte. Gosto de ler e foi em uma das minhas leituras que descobri a minha paixão pela filosofia. O Mundo de Sofia me ensinou tanta coisa que nunca esqueço. Sou mais uma amante da lua. Gosto da noite, no geral. Gosto de estrelas, da lua e do sol também. Gosto de coisas que brilham. Lua cheia pra mim é uma das coisas mais perfeitas da natureza, me dá uma alegria indescritível. Entre calor e frio, prefiro o frio. Isso quando se tem algo para esquentar. Seja calor humano, uma fogueira ou uma blusa de frio. Posso copiar isso para a lista de desejos do orkut? Quero uma blusa de frio, que conserve o calor do corpo de verdade. O que mais eu quero, deixe-me ver... Quero um mouse para o Tuba, quero um som potente, quero uma viagem para um lugar desconhecido (distante, de preferência), quero um telescópio, mais uma blusa de frio, um tênis legal, uma TV no meu quarto. Que lembro agora é só. Maldito capitalismo, preciso de dinheiro pra tudo isso. Não sou materialista, sou mais uma nesse mundo onde dinheiro é tudo, onde precisamos acompanhar o desenvolvimento tecnológico. Tá, parei. As coisas mais simples são as que eu guardo pra mais tarde lembrar o que elas significaram pra mim. Tenho cartas, bilhetes, flores de papel, pulseiras de canudinho, clipes entortados, coração de origami e vários outros objetos que não dariam quase nada se fossem leiloados. Que tal falar de escola? Sempre tive obrigação de mostrar bons resultados, porque era tida como exemplo. Filha da diretora o ensino fundamental inteiro, sabe como é, né? Enfim, hoje tenho notas boas, suficientes pra passar direto. Recuperação não faz (nem pode) parte da minha vida, nunca fez. Agora deixou de ser obrigação, já não cobram muito de mim. Estudo porque gosto e penso no futuro. Gosto das exatas. Odeio biologia, odeio história e geografia. Não consigo entender o que o professor diz. Já gostei mais de inglês e nunca senti atração pelo espanhol. Português, literatura e redação. Acho que tá no sangue, gostar disso é hereditário. Meus filhos também vão ler dicionários e gramáticas. Arquitetura. É o que pretendo fazer daqui a um ano e pouco. Não sei se estou certa, mas sempre pensei no curso. Se não der certo, viro hippie. Ainda há tempo de pensar melhor. Já falei bastante, até mais (muito mais) do que o previsto. Agradeço aos poucos que chegaram até aqui. Paciência é mato!

domingo, 11 de maio de 2008

Mãe

Hoje é o dia dela e sei que não consigo dar um abraço e dizer alguma coisa pra ela. Por isso vou escrever e espero que ela leia. Podem me achar seca, insensível, mas eu realmente não consigo dizer nada! Por onde começar? Mãe, obrigada por tudo. Por me ouvir, tentar me entender; por brigar por mim; por me ensinar a viver; por me dizer as palavras certas quando era preciso; por me dar parabéns a cada coisa boa que eu fazia; por não deixar que eu escolha o caminho errado, por me dar dois presentes que eu tanto amo; por me mostrar sempre os dois lados da situação; por chorar de emoção com as poucas palavras bonitas que eu te disse; por servir de base para tudo na minha vida. Mãe, você é muito mais que isso. Você é minha melhor amiga, você é meu orgulho, meu exemplo. Imagino que uma hora dessas esteja chorando já, no mínimo com os olhos cheios de água. Me perdoe por todas as coisas que fiz sem pensar, por te magoar, por não seguir conselhos seus, por nem sempre ser aquilo que você queria que eu fosse, por não mostar o carinho enorme que sinto por você. Aliás, não é só carinho não, é um amor que não tem medida! Ninguém no mundo conseguiria explicar esse sentimento. Te admiro tanto, mas tanto que posso usar aquele clichê: quando crescer quero ser igual a você. Tudo bem que só de crescer já vai tá muito bom... Então é isso, não consigo escrever mais. Também acho que nem precisa, o importante tá registrado. Feliz dia das mães!

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Cantarolida

Então vai lá. [cigarra cantando] Cahaam, hm. Era uma noite de sexta-feira, lá pra meados de Santo Antônio da Serra. Ali vivia um ser desprezível, malicioso, malvado e cruel. [risada maléfica] Se chamava a galinha Cantarolida. Toda sexta-feira, depois das 1 hora, você escutava: cocó cocó cocó. Ela via uma vítima... cocó cocoricó! Era adeus praquela pessoa. Anos e anos, todo mundo procurava aquela galinha. Ninguém achava, ninguém via... It's a crazy! Mas um dia então, todos pararam: "vamos achar essa galinha". [risada maléfica] Uma missão foi feita: todos moradores de meados de Santo Antônio da Serra se reuniram com paus e pedras, com uma força de vontade... "Vamo achar essa galinha, galera!" E saíram pela noite, um silêncio e um vento... WAAAAH! um si... WAAH! Um silêncio... No silêncio da noite e os ventos sopravam. [efeitos sonoros de sopro] Cof cof cof! Até que então, um mero cidadão, desconhecido por todos grita: calaboca, calaboca! Todos calaram-se de medo. No fundo, no fundo da mata se ouvia: cocó cocó cocó. Era a galinha Cantarolida. Todos correram e gritavam... [gritos desesperados] punham fogo. E no final da história, rolou aquela canja. O Paulo só pensa em comida! [risos] Mas nada se foi feito, nenhuma vida foi morrida. [silêncio/gargalhadas] Mais nenhum cachorro latiu depois da 1 da manhã. AAH! E... e... e nunca mais se ouviu o cocóricó, o cacoroquejo da galinha.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Atualização

Me cobraram hoje um texto aqui, algo interessante para ler. Não consigo escrever nada legal mais. Nada que preste vem na minha cabeça há um certo tempo. Duas semanas talvez... Isso não vem ao caso, o motivo de estar postando essa merda aqui é simplesmente a consideração que tenho com meu blog. Preciso estar atualizando sempre, não é? Gerúndios... Pára, Bethânia. Pare de estudar um pouco! Seus pensamentos não estão se desviando como queria. Estudar demais afetou meu cérebro, mas tudo bem. Mostrei o resultado que cobravam de mim em casa. Por que estou dizendo isso? Melhor para por aqui. Já atualizei.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abacate

Eu sou um abacate. Meu Deus, alguém consegue me explicar de onde tirei isso? E não é que a comparação deu certo? Lucas, muito obrigada por prestar atenção e tentar entender. No final das contas, você conseguiu, mesmo sem eu concluir perfeitamente. Isso é pra poucos. Quando eu estiver com mais paciência pra escrever, acrescento aqui a explicação. Um pouco confusa, mas é exata! Um abacate...

terça-feira, 22 de abril de 2008

Pesadelo

Três. É o número de pessoas envolvidas por completo no conflito, o número de dias que não consigo pregar os olhos, o número de vezes que tenho acordado em cada madrugada. O problema não é insônia, não é barulho, não é sono leve. São os pesadelos que me atormentam repetidas vezes. É como se alguém quisesse me mostrar algo além do que consigo ver quando estou acordada. Preciso descansar, mas não consigo, nem mesmo desviando meus pensamentos para coisas boas. Não adianta! A cena não sai da minha cabeça. Tenho medo de que isso seja mais do que fantasia... A insegurança então me abraça, junto com o cobertor, sensação desagradável. Quero não pensar nisso. O escuro só piora a situação. A lua é cheia, talvez isso possa me ajudar. Observo o céu, mas certas lembranças vem à tona. Ela está em tudo que eu vejo! Alguém pode me ajudar? Maldita imagem que não me deixa em paz. Faço um esforço e consigo lembrar dos bons momentos que passei com as personagens dessa história. Conforto... O travesseiro agora parece mais macio, já não preciso do cobertor e a lua ilumina meu quarto. Enfim, consegui dormir um pouco, mesmo com a certeza de que os dez minutos de sonhos ainda se repetirão. Inevitável...

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cama, doce cama

O fim de semana foi ótimo, mas esse feriado está absolutamente desgastante. Desde seis da manhã acordada, mas nem consegui levantar. O tédio e a preguiça tomaram conta de mim. Tá, confesso que a saudade também domina. Ainda acham que é drama, mas pressão oito por seis é normal? Não, eu não estou bem. Sem fome, sem sede, sem a mínima vontade de levantar da cama. Pronto, vou parar por aqui, tomar um chá e acordar só amanhã - meu sonho. Hasta la vista!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Amanda

Amanda amada, amada Amanda. Sinceramente, acho difícil escrever algo á sua altura. É impossível colocar aqui tudo o que eu sinto por ela, o que eu penso. É tão imenso, e ninguém seria capaz de me entender. Eu me sinto completa, me sinto à vontade, me sinto uma pessoa extremamente feliz, quiçá a mais feliz, com ela. Por ela eu seria capaz de enfrentar o mundo, de subir o Everest, de nadar no Mar Morto, eu pularia do World Trade Center se ainda estivesse lá. Toda coragem, todo pudor, tudo que eu tenho de bom é graças a ela, que me mudou. Sem ela, não conheceria o lado bom de viver, aliás, nem sei se eu ainda viveria. É ela, e só ela, que consegue com um olhar me entender. O seu silêncio basta pra mim, às vezes até melhor que qualquer conselho. Ela sabe exatamente o que eu preciso e o mais importante: sabe me dar na hora certa. Se alegria estivesse à venda, não importa o preço, eu me virava pra comprar tudo pra ela! É perfeita, nunca vi coração mais puro. Mesmo não demonstrando toda hora seus medos e planos, qualquer um sabe o que está se passando na sua cabeça. Ou não... Certas vezes me preocupo, ou melhor, sinto uma enorme curiosidade de saber o que é que ela esconde. Isso é fato: ela não oferece tudo aquilo que pode dar. O que mais tem atrás daquele sorriso constante, daqueles olhos pequenos? Seus traços são marcantes, sua imagem permanece na cabeça de qualquer pessoa por algum tempo. Mas, de novo a dúvida: ela tem mesmo mais coisa boa pra expor? Seria exagero, ela não precisa de mais nada pra se tornar especial e inesquecível. Ela é notável, é expressiva e eu, tive o privilégio de conhecer bem. Não tão bem quanto gostaria, mas o suficiente pra dizer aqui agora o quanto ela significa pra mim. É a minha eterna amiga, uma das únicas que enche a mão dos amigos de verdade. Amanda!

Coisa de momento

Completamente sem reação, foi assim que eu fiquei naquela hora. Por mais que eu já desconfiasse, ainda não estava emocionalmente preparada para ouvir aquilo. Estava fácil de notar, muito próximo do óbvio, quase tão exato quanto a matemática. Mas eu preferi acreditar na minha verdade, que nem eu mesma sei ao certo qual é. Um frio, um sopro de desilusão circulou meu corpo todo em uma fração de segundo. Até tentei me libertar com lágrimas, mas não consegui. Há um bom tempo, minto pra mim mesma que sou forte. Não sou o que aparento ser, não mesmo. Desde que me entendo por gente, carrego um princípio, quase uma lei: coloque a felicidade dos outros à frente da sua. Minha satisfação pessoal se resume em ver quem eu gosto feliz, nem um pouco de individualismo. Mas agora era impossível, uma pena. Nunca fui tão feliz em toda minha vida. O que eu poderia fazer era dividir, compartilhar minha alegria, mas jamais abrir mão dela. Conforme foi pedido, ignorei a situação. Ignorar, não significa que eu esqueci. Apenas vou cumprir o que prometi: nada vai mudar. Ou melhor, vai mudar sim! A relação que estava pesada, agora criou asas e está leve, bem mais que antes. O que nos distanciava agora só me aproxima mais e mais dela. Obrigada, por confiar em mim e retribuir toda sinceridade que eu te dei esse tempo todo. Só porque tenho por ela um apreço imenso...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um anjo

A noite estava fria, mas eu me despia do cobertor, pois um calor inexplicável me consumia. Um turbilhão de idéias rondavam meu quarto, me perturbando e certas vezes, me assustando também. Eu só queria dormir um pouco. Por alguns segundos, tudo se calou e eu tive uma visão: um anjo, sem dúvidas. Não era a imagem típica que uma criança tem, ele fugia dos padrões de beleza celestial. Acreditava, mesmo assim, que aquilo era um anjo. Não tinha aquela pele rosada muito menos cachos dourados que vendavais não deformam. Seus olhos, que também não eram claros, fitavam os meus. O sorriso... Esse sim era divino! Mas tinha uma malicia por de trás dele e, não sei se era esse o objetivo, mas conseguia me seduzir devagar. Eu não me continha e não me concentrava em outra coisa que não fosse seus olhos. Agora se assemelhavam aos de Capitu: “olhos de cigana, oblíqua e dissimulada”. Engano meu, não era um anjo. Era apenas alguém que eu desejava com tanta vontade que era capaz de trazê-lo pra perto de mim só com pensamentos. Minha satisfação, só em vê-lo era enorme! E quando eu podia tê-lo... Seu toque era meu conforto e me dava muita segurança. Tanta segurança que eu seria capaz de me arriscar em qualquer coisa, com ele. E de repente, não mais que de repente, a imagem sumiu, se desfez. Acordei um pouco confusa, mas ainda tenho os detalhes em mente. Quem dera pudesse controlar meus sonhos...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Teoria do abismo

O que fazer quando se encontra bem próxima de um, prestes a cair? Podemos voltar, sem movimentos bruscos, com passos regressivos. Neste caso, o mais provável seria refazer o caminho, mas a probabilidade de chegar novamente à beira do abismo existe. Então, por que não se jogar de uma vez já que o retorno para o início do trajeto é tão difícil? É a falta de coragem, porque sabemos o que vai acontecer. Mas, no mundo acontecem coisas estranhas, que parecem óbvias para poucas pessoas que conseguem enxergar de uma outra forma. Você pode sim se jogar e não cair. Não, minha intenção não é contrariar as leis da física e brigar com a força da gravidade – ainda. Diante dessa situação, não é muito difícil acreditar que discretamente, há alguém nos observando, mesmo sem dar palpites e soluções para a tal decisão que me levou a escrever isso. Esse alguém é o que chamam de amigo. Com toda certeza, eu sei que ele impediria minha queda, faria o possível e o impossível porque mesmo sem gritar por socorro, ele sabe quando e o quanto eu preciso de ajuda naquele momento. Todas as dúvidas anteriores então desaparecem e o desejo de se refazer o caminho pode se concretizar; dessa vez com passos a diante e vendo tudo que acontece. Se a pessoa já era especial, agora se torna mais ainda, pois mostraria que as coisas poderiam ser diferentes desde o início e que nunca houve culpado no erro. Aos amigos do abismo, um muito obrigada. Aos demais, interpretem como quiser. Isso é filosofia!